O Cruzeiro viveu um grande jejum de títulos na segunda metade dos anos 1940 e durante quase toda a década de 1950, fruto de uma grave crise  financeira. Ficou sem vencer o Campeonato Mineiro de forma isolada entre 1945 e 1959, pois em 1956 dividiu a taça com o Atlético nos tribunais.

 Depois de quebrar o jejum em 1959, em 1960  o bicampeonato veio de forma especial, pois foi conquistado em cima do Atlético, com um empate sem gols, na penúltima rodada,  em 22 de janeiro de 1961.

No Estadual de 1960, o grande rival cruzeirense na briga pela taça foi o Siderúrgica, de Sabará, que viveu grande fase no início daquela década.

O Atlético fez campanha ruim na competição, ficando na quinta posição, mas podia atrapalhar a vida do rival.

Cruzeiro bicampeão mineiro 1959 1960O time cruzeirense que venceu o bicampeonato estadual de 1960, com a taça sendo garantida com um empate sem gols diante do Atlético, no Independência

O clássico foi equilibrado, apesar de o Cruzeiro viver um momento muito superior.

O empate sem gols foi o suficiente para os cruzeirenses comemorarem uma taça com sabor especial, a primeira conquistada no Gigante do Horto.
Isso porque em 1956 dividiu o título com o Atlético, mas a conquista foi garantida apenas nos tribunais, e em 1959, a taça foi assegurada com uma vitória sobre o Democrata, de Sete Lagoas, no Estádio do Barro Preto.

A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO 0
Josué; Massinha, Nilsinho, Procópio e Cléver; Amauri de Castro e Rossi; Raimundinho, Dirceu (Nelsinho), Emerson e Hilton Oliveira. Técnico: Niginho

ATLÉTICO 0
Ruy; Marcelino, Bueno, Klebis e Luisinho; Laércio e Zico; Noêmio, Nilson, Luis Santos e Henrique. Técnico: Antônio Moisés

DATA: 22 de janeiro de 1961
LOCAL: Independência
MOTIVO: Campeonato Mineiro de 1960
ARBITRAGEM: Joaquim Gonçalves da Silva, auxiliado por Simão Waxman e Joaquim Pelegrino
PÚBLICO: 21.000
RENDA: Cr$ 1.222.000,00