Se o meio-campo é o lugar dos craques, como tão bem enfatiza o cruzeirense Samuel Rosa em “É uma Partida de Futebol”, do Skank, Zé Carlos não apenas fazia jus a esse status como era a síntese da meiuca celeste numa era em que o clube detinha a hegemonia estadual e figurava entre as maiores potências nacionais e sul-americanas nos anos 60 e 70 .

Cruzeiro

Nascido no último ano da Segunda Guerra Mundial, José Carlos Bernardo foi revelado pelo Sport Club Juiz de Fora e, sem chance no Fluminense, que não tinha condição financeira de manter o jovem por lá, ganhou sua primeira grande oportunidade no Cruzeiro, a pedido do presidente Felício Brandi.

Com a camisa azul e branca, o volante desfilou talento, técnica, raça e gana dentro das quatro linhas, fez parte do esquadrão (ainda que reserva) que massacrou o Santos de Pelé em 1966, angariando a Taça Brasil, e, em 1976, era titular de outro timaço, vencedor da Libertadores. Em âmbito mineiro, sagrou-se campeão nove vezes do Estadual, obtendo inclusive um penta (de 1965 a 1969) e um tetra (de 1972 a 1975).

Presente em 633 jogos e autor de 87 gols, foi durante décadas o atleta com maior número de partidas disputadas pela Raposa, sendo superado no dia 13 de junho de 2015, quando Fábio bateu o recorde. Na seleção brasileira também demonstrou sua classe em campo, e também foi campeão brasileiro no Guarani, em 1978. Aqueles que o viram jogar, diziam ser um monstro.

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A FICHA DO CRAQUE

NOME: José Carlos Bernardo
NASCIMENTO: 28 de abril de 1945
LOCAL: Juiz de Fora (MG)
MORTE: 12 de junho de 2018
LOCAL: Belo Horizonte (MG)
ESTREIA NO CRUZEIRO: 16 de dezembro de 1965 – Cruzeiro 2 x 0 Atlético – Amistoso - Mineirão
PERÍODO NO CRUZEIRO: 1965 a 1977
GOLS: 87
JOGOS: 633
TÍTULOS: Campeonato Mineiro (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975); Taça Brasil (1966); Copa Libertadores (1976)
OUTROS CLUBES: Guarani-SP e Villa Nova
NA SELEÇÃO BRASILEIRA
ESTREIA:
11 de agosto de 1968 - Brasil 3 x 2 Argentina – Amistoso - Mineirão
GOLS: 2
JOGOS: 8