A fase classificatória do Módulo I do Campeonato Mineiro, encerrada no último domingo, custou R$ 1.789.896,87 aos 12 clubes participantes, que viveram a experiência de disputar toda a etapa com os portões fechados pela primeira vez na história, por causa da pandemia pelo novo coronavírus.

Foram 66 partidas com custos variando de R$ 64.669,95, o mais alto, a R$ 12.116,60, o menor valor de despesas pago por uma equipe neste Estadual.
Na média, os 12 clubes desembolsaram R$ 27.119,64 para jogar na fase classificatória do Campeonato Mineiro 2021.

Mineirão vazio

O Mineirão recebeu jogos nas 11 rodadas do Campeonato Mineiro e o custo do estádio é de cerca de R$ 60 mil por partida

Os maiores custos foram de Atlético e Cruzeiro, que usaram o Mineirão em todos os seus duelos como mandantes.

O Galo, que jogou seis vezes em casa na competição, já desembolsou R$ 374.864,63, média de R$ 62.477,43, sendo todas as suas partidas no Gigante da Pampulha.

A Raposa, que fez cinco jogos no estádio, pagou R$ 318.889,51, com uma média um pouco maior: R$ 63.777,90.

Os dois rivais juntos, em 11 confrontos, desembolsaram R$ 693.754,14, o que corresponde a 38,7% de todo o custo dos 66 confrontos da fase classificatória.

Diferença

O outro estádio de Belo Horizonte, o Independência, foi a casa de América e Coimbra neste Estadual, embora o segundo tenha como sede a cidade de Contagem.

Embora o Coelho seja “proprietário” do Gigante do Horto, ele paga mais para usar o estádio numa comparação com o Coimbra. A média de gastos americanos é de R$ 20.915,76. Já a equipe de Contagem desembolsa, por confronto no Horto, em média, R$ 13.267,61, valor mais baixo entre os 12 participantes do Módulo I do Campeonato Mineiro de 2021 e quase cinco vezes menos do que pagam para jogar Cruzeiro e Atlético.

Comparação

A última edição de Estadual com as partidas disputadas com portões abertos foi em 2019, pois no ano passado, a reta final da fase classificatória já foi sem público, sendo que a nona rodada foi jogada em 14 e 15 de março, e a décima só no final de julho, por causa da parada do futebol por causa da pandemia.

As 66 partidas de 2019 tiveram uma arrecadação bruta de R$ 4.367.523,00. Isso dá uma média de R$ 66.174,59.

É impossível comparar esse número com os gastos de 2021, pois as partidas que recebem torcedores custam mais caro, por causa do pagamento do pessoal em serviço.

De toda forma, os portões fechados provocam um prejuízo ainda maior no deficitário Campeonato Mineiro no que se refere à bilheteria.

arte

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