Se João Souza precisou vencer duas batalhas contra rivais mais bem posicionados no ranking para se garantir na semifinal do Brasil Open, o caminho dele até a grande decisão parece ser um pouco mais tranquilo. Neste sábado, às 13 horas, Feijão terá pela frente o italiano Luca Vanni, que até uma semana antes da competição em São Paulo jamais havia vencido uma partida de ATP na carreira.

Apesar da condição de "zebra" de seu próximo oponente, Feijão descarta o favoritismo na semifinal. Para ele, Vanni mostrou o seu valor com a vitória sobre o sérvio Dusan Lajovic, que havia despachado o espanhol Fernando Verdasco na rodada anterior. "Não entro como favorito, não vejo por esse lado. Os quatro semifinalistas vêm com ritmo de jogo, adaptados à quadra e ao clima. Todo mundo tem condições de sair vitorioso. Vanni é um jogador muito perigoso."

O italiano passou pelo qualifying e herdou a vaga do espanhol Feliciano López, número 14 do mundo, que desistiu do Brasil Open por uma lesão na coxa direita. Com isso, Vanni estreou na chave principal diretamente na segunda rodada.

"É um sonho e ele continua para mim. Sei que estou na minha primeira semifinal, conquistei a segunda vitória na ATP. Sempre acreditei em mim mesmo. Agora estou jogando com os tops e estou muito feliz de vencer jogadores como Daniel Gimeno-Traver e Lajovic", comemora o europeu.

Feijão disputará a sua terceira semifinal de um torneio ATP e aponta que a sua maturidade vai ajudá-lo no próximo confronto. "Em Santiago (2010), eu era muito novo ainda. Eu lembro bem que perdi para o (Juan) Monaco, que estava entre os 20 melhores, acabei sentindo um pouco a pressão. Em Kitzbuhel (2011), eu tive minha chance, perdi no 3º set contra o (Robin) Haase, vinha jogando bem. Hoje estou mais experiente, já passei por dois jogos muito duros nessa quadra. Estou mais completo, jogando solto, vou tentar impor o meu jogo."

Assim como nas rodadas anteriores, o público do Ibirapuera já pode se preparar para ouvir a música "Nego Drama", dos Racionais MC's, na hora em que o tenista da casa estiver entrando em quadra. "É uma música que gosto muito desde pequeno, conta um pouco da minha história, me dá uma motivação extra. Uso para me aproximar mais da galera, sei que tem muita gente aqui em São Paulo que gosta e se identifica com essa música", justifica.