Na teoria, sim, existe um favorito para o clássico deste domingo (11), às 16h, no Mineirão, pela nona rodada do Campeonato Mineiro. É o Atlético, dono de um elenco milionário, recheado de jogadores renomados, como Hulk, Keno, Nacho, Alonso e Arana, e com um treinador lendário dentro do clube, Cuca. Na prática, porém, tanto o técnico alvinegro, quanto o cruzeirense, Felipe Conceição, concordam com a máxima de que é no campo que as coisas acontecem.

Ou seja, se esse favoritismo preto e branco vai mesmo cantar de Galo, ou se a Raposa vai “fingir” estar acuada para dar o bote. Possibilidades que passam pelas estratégias dos dois comandantes, de histórias bem distintas quando o assunto é o maior confronto de Minas.

Cuca e Felipe ConceiçãoCuca e Felipe Conceição duelam neste domingo, no Mineirão, pela nona rodada do Módulo I do Campeonato Mineiro

O clássico esteve ameaçado. Na última quinta-feira (8), o Ministério Público do Trabalho (MPT/MG), os Ministérios Públicos Federal (MPF/MG) e do Estado de Minas Gerais (MPMG) e a Defensoria Pública da União (DPU) enviaram recomendação à Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES/MG) e à Federação Mineira de Futebol (FMF) sobre a paralisação do futebol no Estado por causa do agravamento da pandemia.

Mas os dirigentes da FMF garantem que seguem todos os protocolos de segurança estabelecidos pelo Governo de Minas e pelas prefeituras das cidades que recebem os jogos e confirmaram a disputa da nona rodada do Módulo I.

História

Cuca tem seu lugar garantido na história do confronto, por ter dirigido os dois lados e ter sido figura presente em clássicos memoráveis. Comemorou um título pelo Cruzeiro sobre o Atlético, em 2011, em final totalmente disputada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Em 2013, ganhou com o Galo a primeira taça disputada no novo Mineirão, que foi reinaugurado no início daquele ano.

Por outro lado, tem como marca negativa o fato de ter dirigido o Atlético na maior goleada sofrida para os celestes, os 6 a 1 pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, quando um empate decretaria o rebaixamento cruzeirense.

Além disso, soma menos vitórias que derrotas em sua história no duelo.

Comandando celestes e alvinegros, computa cinco triunfos, dois empates e oito derrotas. Com o Cruzeiro, teve duas vitórias e três derrotas; pelo Atlético, três vitórias, dois empates e cinco derrotas.

O técnico atleticano vai tentar diminuir esse saldo negativo, mas de modo algum menospreza o rival.

“Claro que temos um conjunto melhor, mas isso tem que prevalecer em campo. O jogo é jogado, e vamos disputar com o maior respeito. Assim como foi contra o América, teremos respeito com o Cruzeiro”, afirma Cuca.

Debutante

Já Felipe Conceição é novato nessa história. Depois de perder por 1 a 0 seu primeiro clássico com o Cruzeiro, diante do América, no Independência, espera conquistar um triunfo em sua estreia no maior dérbi do Estado. O que, inclusive, seria fundamental para as pretensões dos celestes, que buscam uma vaga nas semifinais do torneio, após o fracasso em 2020.

“Comparando um clube e o outro, realmente há o favoritismo do adversário. Mas futebol é dentro de campo, 11 contra 11, e é um esporte que te concede, mesmo em um momento não tão forte quanto o do adversário, a ganhar a partida. E é isso que a gente vai buscar fazer”, comentou.