A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quarta-feira (14) uma regra que pode trazer um pouco mais de equilíbrio entre as equipes que compõem o grid da Fórmula 1. De acordo com a entidade, as fabricantes de motores terão que fornecer propulsores idênticos para as equipes, independentemente de elas serem times de fábrica ou clientes.

"Apenas unidades de potência que sejam idênticas às unidades de potência que foram homologadas pela FIA, de acordo com o apêndice 4 deste regulamento poderão ser usados em um evento durante as temporadas 2016-2020 do campeonato", afirma o artigo 23.5 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1 para o próximo ano.

Assim, com essa regra se torna impossível que a situação vivida pela Marussia nesse ano volte a repetir nos próximos cinco campeonatos da Fórmula 1. Neste ano, a equipe compete com motores de 2014 da Ferrari - para o ano que vem, a Marussia já fechou acordo para usar unidades de potência cedidas pela Mercedes.

Além disso, a definição pode impactar no futuro das equipes Red Bull e Toro Rosso, de mesmo proprietário. Depois de faturar quatro títulos consecutivos, a Red Bull vem sendo pouco competitiva, o que afetou a sua relação com a Renault, e ameaça deixar a Fórmula 1 se não estiver em condições de lutar novamente por vitórias.

A nova regra só não impede o uso de um melhor software de mapeamento do motor ou de produtos no combustível que possam provocar uma vantagem competitiva para as equipes de fábrica em comparação com times clientes. Atualmente, Ferrari, Honda, Mercedes e Renault fornecem motores na Fórmula 1.

Além disso, a FIA também anunciou uma mudança no Regulamento Técnico. As equipes poderão correr com um escapamento triplo em seus carros a partir da temporada 2016. Nesse caso, deverá ocorrer um aumento considerável do ronco do motor, uma das marcas da principal categoria do automobilismo mundial.