O sindicato internacional dos jogadores profissionais, FIFPro, se pronunciou nesta quarta-feira sobre o escândalo de corrupção que abalou o mundo do futebol ao longo da semana. Em comunicado, o órgão exigiu transparência da Fifa e a divulgação dos documentos que levaram o presidente da entidade, Joseph Blatter, a renunciar ao cargo na última terça.

"A FIFPro pede hoje que a Fifa revele publicamente todos os documentos relevantes pertencentes aos eventos e decisões que cercam a renúncia de Joseph Blatter como presidente da Fifa", diz o comunicado oficial divulgado nesta quarta.

A nota revela ainda que os membros da FIFPro se reuniram e decidiram cobrar mais transparência da Fifa por entenderem que os jogadores merecem saber os detalhes do escândalo e que "esta prestação de contas é essencial para que o processo de reforma seja devidamente informado e finalmente bem sucedido".

"Na conclusão de uma reunião de dois dias do conselho da FIFPro, a FIFPro exige total prestação de contas aos jogadores e a todas as outras partes interessadas, incluindo os torcedores, que sofreram com a crise de confiança envolvendo a Fifa como órgão máximo do futebol mundial", aponta.

O sindicato aproveitou para também criticar a "Autonomia do Esporte", defendida pela Fifa. É com base neste conceito que a entidade cria suas regras, independente da legislação de cada país. Com essa justificativa, por exemplo, os clubes são impedidos de acionar a Justiça comum.

"A FIFPro pede para nossos líderes políticos reconsiderarem a noção de que o esporte tem 'direito' de ser protegido, em uma bolha chamada 'Autonomia do Esporte'. O esporte tem por muito tempo advogado por, e recebido, tratamento especial para operar fora das leis ordinárias que governam todas as organizações, negócios e cidadãos. Os tristes resultados já se mostraram", argumenta.