O cinema de Minas Gerais foi novamente premiado no maior festival com a temática do futebol na América Latina. O filme "Azul Escuro", produzido pelo Coletivo 1921, faturou o troféu de melhor curta-metragem na 10ª edição do Cinefoot. Além desse prêmio, entregue na noite do último domingo, em Belo Horizonte, a película será exibida na Europa.

Azul Escuro, que conta a história do "Seu Lúcio", um cruzeirense cego que mora no meio da Floresta Amazônica, será o único representante do Brasil, dentro todos os filmes exibidos no Cinefoot, no Sports Movie & TV 2019,  festival organizado pela Federação Internacional de Cinema e Televisão Esportiva (FICTS), na Itália. 

O festival de cinema da FICTS será realizado entre os dias 25 e 30 de outubro, em Milão.

Dois filmes selecionados

Única representante mulher da América Latina a integrar a FICTS, Daniela Fernandes, responsável também por organizar o Cinefoot em Belo Horizonte, levará dois filmes brasileiros para o Sports Movie & TV 2019. As duas produções são de autoria do Coletivo 1921, formado por profissionais mineiros da comunicação e audiovisual. 

Além do "Azul Escuro" também será exibido no festival de Milão o trabalho intitulado "Eterno, Capítulo Incontestável". Gravado em 2017 o filme conta a história da Família Ribeiro, cruzeirenses que em 1997 foram de Kombi ao Mineirão acompanhar à final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Villa Nova, jogo que registrou o recorde de público da história do Mineirão: mais de 136 mil presentes. 

"Levar esses dois filmes mineiros e sobre o Cruzeiro, únicos representantes do Cinefoot para esse festival em Milão, é representante e simbólico. Ficaremos na torcida para que os italianios gostem dos filmes e que eles sejam premiados fora do país também", comentou Daniela.

 

 

Amazônia

Gravado em Belo Horizonte e em duas cidades do Amazonas, Manaus e Novo Airão, Azul Escuro se passa em um cenário que virou tema de assunto mundial nos últimos meses: a Amazônia.

"Será um encontro de todos os festivais de cinema com a temática esportiva do mundo e os principais curadores estarão lá (em Milão). Poder exibir o Azul Escuro na Europa com essa questão simbólica da Amazônia, quando o mundo sai em defesa da floresta, tem uma carga emocional muito forte. Esse alerta e essa visão vai pro mundo todo, para os curadores de esporte terão acesso a esse filme. Para nos é fundamental e veio muito a calhar quando aceitaram a entrada do filme no festival. Poder levar esse filme para fora e proporcionar que o mundo do cinema tenha esse contato com o nosso País é simbólico demais", comentou.