No Flamengo, Rogério Ceni espera desempenhar um bom papel, assim como foi com Jorge Jesus, campeão brasileiro e da Libertadores de 2019. No Internacional, Abel Braga, vencedor da Liberta e do Mundial de 2006, tenta repetir o passado histórico que construiu no Colorado. Em suma, dois treinadores de estilos distintos, sendo um deles um ‘grande’ da nova geração, e, o outro, um ‘medalhão’. Em comum, um fracasso gigantesco: fizeram parte do rebaixamento do Cruzeiro.

Abelão sucedeu Ceni na Raposa durante a temporada passada, após problemas nos bastidores envolvendo o ex-técnico do Fortaleza e parte do elenco celeste, crise agravada depois dos desentendimentos envolvendo Thiago Neves e Dedé.

No retrospecto geral, Ceni dirigiu o time estrelado em oito partidas, sendo dois triunfos, dois empates e quatro reveses. Mesmo longe da Toca, em 2020, deu origem a uma nova polêmica, ressaltando outros problemas extracampo.

“Eu paguei para trabalhar no Cruzeiro, é bom esclarecer isso. Gastei muito dinheiro para ir para Minas e nunca recebi um centavo por um dia de trabalho até hoje”, afirmou.

Cruzeiro

Abel

Embora tenha tido o melhor desempenho dos quatro técnicos que estiveram à frente da Raposa no Brasileirão de 2019 (Mano Menezes e Adilson Batista exerceram o cargo), Abel também não foi capaz de evitar o fracasso da Raposa e acabou demitido – sua campanha teve três vitórias, três derrotas e oito empates.

"Torcendo mais do que nunca pelo Cruzeiro. Amizade, respeito e carinho. Foram 14 jogos. Conseguimos ficar dez ou 11 sem perder e não conseguimos sair da zona”, comentou Abel, após a demissão.

Quando foi descartado do Cruzeiro, Ceni havia deixado a equipe na 16ª colocação. Abel saiu com o time na 17ª.

Agora, os dois treinadores buscam resultados expressivos com clubes que, atualmente, ocupam a liderança e o terceiro lugar do Brasileirão, estão classificados às oitavas de final da Libertadores e às quartas da Copa do Brasil. Já os celestes, com Felipão, buscam melhor sorte na Série B.