Nos anos 1970, uma música de Marcos Valle fez sucesso nas paradas, começando com o verso “Não confie em ninguém com mais de 30 anos”.
A máxima, definitivamente, não vale para Atlético e Cruzeiro na temporada 2019. Os rivais preparam, no jargão do futebol, times cascudos para encarar uma competição na qual a experiência faz toda a diferença: a Copa Libertadores. Se o jogo é cada vez mais físico e as distâncias percorridas pelos atletas em campo se multiplicaram até chegar a números antes impensáveis, não necessariamente a explosão muscular e a capacidade aeróbica dos mais jovens são imprescindíveis. Galo e Raposa apostam num grupo de trintões que, em sua maioria, vivem seu melhor momento e não têm porque pensar em aposentadoria.

A estratégia celeste repete o que deu resultado com a conquista do bicampeonato da Copa do Brasil. Na competição, Fábio, Egídio, Leo, Dedé (os dois zagueiros entraram agora para o time dos trintões); Henrique, Rafinha, Robinho e Thiago Neves tiveram participação decisiva. Fred poderia perfeitamente fazer parte do grupo, não fosse a contusão no joelho que o deixou boa parte do ano de molho.

Considerando a iminente saída de Arrascaeta, um dos titulares mais novos com seus 24 anos, um esboço de time titular hoje proporcionaria uma média de 32,7 anos. Número que os 25 anos de Lucas Silva, os 24 anos de Sassá e os 22 de Raniel (além dos 23 do colombiano Orejuela e os 25 de Jadson) baixará de acordo com a opção tática feita por Mano Menezes, e a preocupação em dar descanso constante a seus principais jogadores, atendendo às orientações da fisiologia.

TORRES GÊMEAS
No Atlético, a decisão anunciada pelo xerife Leonardo Silva de pendurar as chuteiras depois do Mineiro e a contratação do jovem Igor Rabello (23 anos) ajudou a diminuir bastante a média em relação ao time que encerrou o ano encarando o Botafogo e se garantindo na fase prévia da Libertadores (30,9 anos). Mesmo com a mais do que provável presença de Réver como titular no lugar do ex-companheiro de “torres gêmeas”, a dupla de zaga campeã da Libertadores em 2013.

Na lateral-direita, a juventude permanece com a chegada de Guga, 20 anos, como opção ao ainda mais jovem Emerson (19). O maior exemplo de longevidade no alvinegro está no comando do ataque. Ricardo Oliveira inicia sua 20ª temporada como profissional disposto, aos 39 anos, a pelo menos igualar o desempenho da temporada passada, quando balançou as redes adversárias 22 vezes.

ARTE

Digite aqui a legenda