O Atlético conhece nesta sexta-feira (9) seus três adversários na fase de grupos da Copa Libertadores em sorteio às 13h (de Brasília), na sede da Conmebol, em Luque, na Grande Assunção.

Integrante do Pote 2, o Galo tem a certeza de encarar um cabeça-de-chave que pode ser seu maior freguês internacional, o Olimpia, do Paraguai, ou um carrasco em sua história na competição, numa lista que conta com os argentinos River Plate e Boca Juniors, o uruguaio Nacional e o paraguaio Cerro Porteño.

25 de julho de 2013, madrugada: Réver ergue a taça da Libertadores para o AtléticoAtlético tenta em 2021 repetir a façanha de 2013, quando conquistou a Copa Libertadores numa final contra o Olimpia, do Paraguai, que pode ser seu adversário na fase de grupos desta edição

Pela regra, clubes do mesmo país não podem se enfrentar na fase de grupos. Por isso, não tem como o Atlético encarar Palmeiras, Flamengo ou São Paulo, que integram o Pote 1, ou o Fluminense, que está no Pote 3.

A única possibilidade disso acontecer é se Santos ou Grêmio, que disputam a terceira fase preliminar do torneio, avançarem aos grupos. Aí eles entram no Pote 4 e um deles pode ser adversário atleticano. Isso já aconteceu com o Galo na edição de 2013, sendo o São Paulo o brasileiro que caiu na sua chave.

História

O Olimpia, do Paraguai, está na história do Atlético como o adversário das conquistas internacionais mais importantes do clube. Em 1992, o Galo venceu a primeira edição da Copa Conembol sobre os paraguaios. O que aconteceu na Copa Libertadores de 2013 está ainda mais vivo na memória atleticana.

Em compensação, os outros quatro possíveis adversários já provocaram decepções aos alvinegros. Na última partida na Libertadores, em 2019, o Atlético caiu ainda na fase de grupos e isso ocorreu porque foi derrotado por Cerro Porteño, do Paraguai, e Nacional, do Uruguai, como mandante e visitante.

Antes, o Cerro Porteño já tinha aprontado. Na edição de 1981, um empate com os paraguaios por 2 a 2, na sua última partida no Mineirão na fase de grupos, tirou do Galo a chance de vencer sua chave, pois terminou empatado com o Flamengo. Foi necessário o jogo de desempate entre eles, no Serra Dourada, em Goiânia, a famosa partida que terminou ainda no primeiro tempo com José Roberto Wright expulsando cinco jogadores alvinegros.

Os argentinos Boca Juniors e River Plate foram adversários do Atlético no triangular semifinal da edição de 1978, a segunda disputada pelo clube que chegou a esta etapa pela primeira vez na sua história.

Foram jogos de ida e volta, e o Galo estreou perdendo para o Boca Juniors, por 2 a 1, no Mineirão. Depois foi derrotado duas vezes em Buenos Aires, pelo River Plate (1 a 0) e novamente pelos xeneizes (3 a 1). Na última partida, quando fez 1 a 0 nos millonarios, no Gigante da Pampulha, já estava eliminado.

Rival argentino

Com seis argentinos distribuídos nos três primeiros potes, eles estarão em seis grupos diferentes o que faz serem grandes as chances de o Atlético encarar um adversário da Argentina.

E além de River e Boca, há outros clubes tradicionais que podem cruzar o caminho alvinegro, como Defensa y Justicia, atual campeão da Copa Sul-Americana, além de Racing e Vélez Sarsfield.

O SORTEIO

POTE 1 
Palmeiras 
River Plate (ARG) 
Boca Juniors (ARG) 
Nacional (URU)
Flamengo
Cerro Porteño (PAR) 
Olimpia (PAR) 
São Paulo

POTE 2
Defensa y Justicia (ARG) 
Internacional
Atlético
Santa Fé (COL) 
Racing (ARG)
LDU (EQU) 
Universidad Católica (CHI) 
Barcelona (EQU)

POTE 3
Vélez Sarsfield (ARG) 
Sporting Cristal (PER) 
América de Cali (COL) 
Fluminense 
The Strongest (BOL) 
Universitario (PER)
Deportivo Táchira (VEN) 
Argentinos Juniors (ARG)

POTE 4
Deportivo La Guaira (VEN) 
Unión La Calera (CHI)
Always Ready (BOL) 
Rentistas (URG)
Santos (BRA)/San Lorenzo (ARG)
Grêmio  (BRA)/Del Valle (EQU)
Bolivar (BOL)/Junior (COL)
Atlético Nacional (COL)/Libertad (PAR))