O impasse dos ingressos para o clássico entre Cruzeiro e Atlético, pela 25ª rodada do Brasileirão, prosseguiu, na tarde deste sábado (15), mas a diretoria do Galo confirmou a venda, pela Internet, de cerca de 4 mil ingressos aos seus torcedores, realizada até o início da tarde.

Pelo menos até a noite de sexta-feira (14), o Cruzeiro não havia decidido se acatava decisão do STJD, determinando preços mais baratos (R$ 75 pela meia e R$ 150 pela inteira), como desejado pelo Atlético, ou a da Justiça Comum, que garantia os valores em R$ 120 e R$ 240, conforme solicitado pela Raposa.

Já os dirigentes alvinegros comercializaram as entradas pelos preços mais baixos normalmente, mesmo sem os tickets oficiais em mãos. O plano era que, no domingo, entre 10h e 16h, a torcida pudesse trocar os vouchers eletrônicos ou os físicos (vendidos a partir da tarde de sábado, no Independência) pelos ingressos, na bilheteria do Mineirinho. 

Imbróglio 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) indeferiu na noite de sexta-feira (14) o pedido de tutela antecipada do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que contestou por meio de Ação Civil Pública com pedido de liminar, o valor dos ingressos para a torcida do Atlético no clássico com o Cruzeiro, marcado para este domingo, no Mineirão.

A decisão do juiz de Primeira Instância, Luiz Gonzaga Silveira Soares, foi por indeferir a liminar, que pleiteava o congelamento dos preços dos bilhetes em R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia).

Além dessa ação na Justiça Comum, outro processo foi ajuizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que já havia dado provimento em favor do Atlético. 

O Hoje em Dia apurou que uma ação não anula a outra. Portanto, havia duas decisões em relação ao mesmo tema, uma do STJD e outra na Primeira Instância do TJMG, o que causará indefinição sobre uma provável resolução do conflito entre Cruzeiro e Atlético. 

Instrumentos e bandeiras

Em relação à proibição feita pelo Cruzeiro ao torcedor do Atlético, impedido de levar ao jogo instrumentos musicais e bandeiras, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nota oficial ainda na tarde de sexta-feira, dando o seu parecer sobre o tema. A entidade que regula o futebol no país definiu que os torcedores alvinegros não poderiam ser proibidos de levar o aparato ao campo.