A vida pacata e longe dos holofotes no comando do Sub-20 do Atlético, de repente, se transformou no maior desafio da carreira do técnico Rodrigo Santana, escolhido para suceder Levir Culpi, demitido pela diretoria na semana passada, após a goleada por 4 a 1 sofrida no duelo contra o Cerro Porteño, do Paraguai.

Apesar da derrota na estreia como treinador interino do alvinegro, Santana acredita que, menos com o revés contra o Cruzeiro, por 2 a 1, é possível mudar o cenário, construir uma vitória na partida decisiva deste sábado (20), no Independência, e conquistar seu primeiro caneco pelo clube.

“Essa decisão são duas grandes batalhas. A primeira já foi, o Cruzeiro reverteu a vantagem. A gente sabe que o Cruzeiro também sabe fazer um jogo reativo, a gente viu isso na Copa do Brasil. A maioria das vitórias foi fora de casa. O Mano sabe jogar muito bem (neste panorama). A gente não pode ter euforia", comenta Santana.

"A gente sabe que estamos enfrentamos um adversário duríssimo, que sabe contra-atacar muito bem, tem jogadores experientes. Não podemos nos desorganizar, entrar nessa pressa de querer sair fazendo gol. Não adianta fazer o segundo gol antes do primeiro", acrescenta.

Sobre a vantagem de ser mandante do duelo e ter o apoio em massa do torcedor, Rodrigo destaca que isso aumenta a confiança dos jogadores, mas prega que é necessário equilíbrio para não sair atrás do placar no Horto.

“A gente tem um pouco mais de confiança, porque vamos estar do lado do torcedor. A massa vai empurrar. Isso motiva bastante. Mas dentro dos 90 minutos a gente tem que estar muito consciente do que temos que fazer, dos riscos que podemos correr. De forma nenhuma a gente pode sair atrás do placar. A gente tem que ter esse equilíbrio, temos que propor mais o jogo, ter mais a posse da bola, mas sem se expor. E no último terço, temos que ser mais agressivos”, finaliza.

Atlético e Cruzeiro se enfrentam às 16h30 nesse sábado (20). Para ser campeão, o alvinegro precisa de uma vitória por qualquer placar; o time celeste, por sua vez, dará a volta olímpica com um empate ou uma nova vitória sobre o maior rival.