Bola na ponta esquerda do ataque. Logo, os torcedores de Atlético e Cruzeiro esperam uma jogada diferente, abrindo espaço na defesa adversária com passes criativos e precisos.

Apesar de terem características distintas, o meia Cazares e o atacante Alisson têm em comum o destaque entre os “garçons” do futebol mineiro nesta temporada. Por outro lado, vivem momentos diferentes nos clubes rivais.

À caça de Ronaldinho

Com a camisa alvinegra, o equatoriano é um dos principais assistentes do país em 2017. Vem, contudo, de um jejum de sete partidas seguidas sem colocar um colega em condições de balançar as redes.

Autor de 14 passes para gols, Cazares não dá uma assistência desde a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-GO, há mais de um mês. 

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E a seca pode causar ansiedade, uma vez que o armador está a apenas duas assistências de superar Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético. O “Bruxo” distribuiu 16 passes para gols em 2013, sendo superado pelo argentino Dátolo, com 20, no ano seguinte.

Com o ex-técnico Roger Machado, Cazares era escalado mais centralizado. Já sob o comando do sucessor Rogério Micale, Juanito tem sido deslocado para a ponta esquerda.

“Quero que ele flutue neste espaço para receber a bola, por ter a qualidade de deixar um marcador para trás e abrir espaço para a equipe ganhar profundidade. É um novo momento para ele. Não quero ele só na esquerda, mas quero ele ali quando eu precisar de uma referência”, argumentou o técnico atleticano.

Ano especial

Alisson, por sua vez, tem “apenas” sete passes para gols nos jogos oficiais em 2017. A importância dele, porém, vem crescendo conforme o passar dos meses e a chegada das fases decisivas das competições.

Depois de brilhar como garçom pela primeira vez em maio, ele alcançou a média de quase uma assistência a cada três partidas nas 22 oportunidades recebidas desde então.

Duas jogadas de Alisson resultaram em gols fundamentais para a sobrevivência da Raposa na Copa do Brasil, contra Chapecoense e Palmeiras. 

E, na Série A, ele chegou a emendar três rodadas seguidas como assistente, diante de Atlético, Palmeiras e Atlético-GO.

Após temporadas prejudicadas por lesões, o jogador já vive o ano com mais atuações pela Raposa. Até agora, disputou 41 partidas em 51 possíveis, superando as 39 aparições em 2016.

Considerando a participação no amistoso com o Brasília, na pré-temporada (vitória por 8 a 2), ele é o líder do quesito na equipe, ao lado de Thiago Neves, com oito assistências cada.