Se chegou tarde para evitar o retorno do Coelho à Série B, Givanildo Oliveira teve a chance de começar a pensar no trabalho para 2019 nas cinco últimas rodadas do Brasileiro.

O problema é que pouco do que trabalhou em termos de formações e jogadas poderá ser aproveitado esse ano. A saída de mais de um time e a chegada de oito reforços obrigaram o experiente treinador a recomeçar praticamente do zero. A começar pelo gol, não mais com João Ricardo, que se transferiu para a Chapecoense.

E se ainda falta mais de uma semana para a estreia no Mineiro, diante da Caldense, no Sul do estado, não há dúvida de que muitos dos que terminaram o ano como titulares e contam com a confiança do treinador serão apostas nas primeiras rodadas.

Casos do zagueiro Messias; dos volantes Juninho e Zé Ricardo e do meia Matheusinho. O volante Christian, que teve boas chances principalmente com Adilson Batista, também espera brigar por seu espaço. “O Givanildo gosta de deixar a equipe bem solta e à vontade. É claro que cada um de nós tem suas prioridades, em termos de posicionamento, mas ele dá liberdade de avançarmos. Temos um compromisso com a marcação, porém podemos chegar mais à frente também. Podemos fazer o que mais gostamos, que é atacar e trabalhar a bola. Já estamos mais acostumados com os trabalhos dele, e quem está chegando agora também vai se adaptando aos treinamentos”, destacou.

Expectativa compartilhada pelo jovem Morelli, que ganha seu espaço no profissional. “Tem sido uma ótima experiência para mim.Essa briga na posição de volante será muito boa. Todos darão o máximo para poder jogar”.

COLETIVO
Ontem o técnico comandou o primeiro coletivo do ano no CT Lanna Drumond, fazendo várias experiências. A primeira formação de ataque mostrou ousadia, com Neto Berola e Marcelo Toscano jogando abertos e Júnior Viçosa como homem de referência. Na zaga, Diego Jussani, outro reforço, entrou na vaga que ano passado era de Matheus Ferraz, agora no Fluminense. Como previsto, Fernando Leal é a aposta para a camisa 1.