O regulamento da Copa América prevê a disputa de pênaltis diretamente no caso de empate no tempo normal entre Brasil e Paraguai, na noite desta quinta-feira (27), às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, na abertura das quartas de final da competição.

Mas os goleiros Alisson, do Brasil, e Gatito Fernández, do Paraguai, já são personagens do confronto independentemente disso acontecer. E quem garante esse lugar a eles é a história.

Desde 1993, no Equador, quando a Copa América passou a ter convidados e a fase de grupos com três partidas, o Brasil só passou essa etapa sem ser vazado duas vezes. A primeira em 1995, no Uruguai, com Dida jogando os dois primeiros jogos, e Taffarel, o terceiro. Agora, em 2019, Alisson igualou essa marca.

E isso permite a ele sonhar com outro recorde, que também envolve Taffarel, que é o seu treinador na Seleção Brasileira.

1989

Em 1989, na última vez em que a Copa América tinha sido disputada no Brasil, o goleiro da Seleção era Taffarel, na primeira das cinco edições da competição que ele disputou.

E o camisa 1 do time do técnico Sebastião Lazaroni ficou seis partidas consecutivas sem ser vazado, maior sequência da história da Seleção Brasileira na competição.

Aí é que entra Gatito Fernández nessa história, pois há uma grande coincidência. Na campanha de 1989, o Brasil jogou sete vezes, sendo duas contra o Paraguai, sendo uma na fase de grupos, quando fez 2 a 0, e outra no quadrangular final, quando goleou por 3 a 0.

No primeiro jogo, os paraguaios já classificados, entraram em campo com um time reserva. Na segunda partida, no Maracanã, tiveram seus titulares e, no gol, Gato Fernández, justamente o pai de Gatito.

Arte

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Inspiração

Goleiro do Botafogo e pegador de pênaltis, Gatito Fernández, que tem justamente o pai como maior inspiração, pode virar a maior arma paraguaia caso a decisão da vaga na semifinal da Copa América de 2019 vá para os pênaltis.

Alisson, revelado no Internacional, assim como Taffarel, tem seu treinador como um dos ídolos. E busca igualar sua marca de seis jogos sem ser vazado em uma Copa América.

Para isso, terá de seguir sem sofrer gol nesta quinta-feira, na próxima terça-feira (2), no Mineirão, pela semifinal, e em 7 de julho, na decisão do título, caso o Brasil vá avançando no torneio.

E se deixar o Maracanã com a taça, Alisson estará ainda mantendo a tradição de todos os goleiros titulares do Brasil em Copas do Mundo, a partir de 1990, numa história que também começa com Taffarel, vencerem a Copa América. A história, sem dúvida, faz de Alisson e Gatito Fernández os personagens do jogo entre Brasil e Paraguai, na noite desta quinta-feira, na Arena do Grêmio.

Time

O Brasil tem apenas uma mudança em relação ao time que goleou o Peru por 5 a 0, no último sábado, na Arena Corinthians. O volante Casemiro, suspenso pelo segundo cartão amarelo, dá lugar a Allan. O substituto direto seria Fernandinho, mas como ele está machucado, não terá também condições de encarar o Paraguai.