A goleada para cima do Vasco, por 4 a 1, na noite desse domingo (4), representa o auge do Atlético até agora no Brasileirão, instaura uma nova esperança na Massa em ver o clube de novo brigando nas cabeças em busca do tão sonhado bicampeonato nacional, funciona como epítome do time de melhor e mais bonito futebol do torneio e esbanja aquilo que Jorge Sampaoli pleiteava e, após vários testes e algumas ‘invencionices’, finalmente conseguiu: formatar uma equipe perita em agressividade ofensiva, de toque de bola refinado e capaz de encarar cada rodada como uma decisão.

Tendo jogado 12 das 13 jornadas iniciais (o alvinegro ainda vai enfrentar o Athletico-PR em partida adiada da sexta jornada), o Galo viu Internacional (ainda vice) e São Paulo (7°), duros oponentes de outrora pela liderança, perderem força nas últimas partidas e acompanhou a ascensão de Palmeiras (3°) e Flamengo (4°), que têm, respectivamente, cinco e seis pontos a menos que o time mineiro, com 27 pontos, no topo da tabela.

Em termos de gols marcados, o Atlético destoa do restante dos participantes; soma 25 bolas na rede, sete a mais que o Santos, o segundo melhor ataque.

Outro ponto a ser destacado é o fato de a equipe, só no Mineirão, onde fez 17 tentos, superar ou igualar o total de gols de 18 clubes no campeonato.

Nos quatro últimos embates do torneio, estufou as redes 13 vezes. Individualmente, Keno se destaca na artilharia do time, com sete gols, três a menos que Galhardo, do Inter, goleador do certame.

Algo ainda a ser melhorado pelo melhor mandante do Brasileirão (seis vitórias em seis jogos) é o desempenho como visitante. O alvinegro viaja para enfrentar o Fortaleza, no Castelão, na próxima quarta-feira (7), às 21h30, com nove pontos conquistados longe de seus domínios (quarto melhor rendimento no quesito), em função de três vitórias e três derrotas. Conquistar seu quarto triunfo como forasteiro (já superou Flamengo, Coritiba e Atlético-GO) se faz crucial para se manter com folga na ponta.