Antes da Copa de 2014, ninguém apontava a Costa Rica como candidata à classificação num grupo com os campeões Uruguai, Itália e Inglaterra. Los Ticos foram além. Lideraram a chave, chegaram às quartas de final e só caíram nos pênaltis diante da Holanda.

Apostando na mesma base (13 jogadores seguem no elenco) e nas defesas de Keylor Navas, a equipe espera repetir a façanha diante de Brasil, Sérvia e Suíça nesta edição do Mundial. Com o elenco menos reformulado e mais envelhecido desta Copa (média de 29 anos e meio), um novo milagre estará ainda mais depositado nas mãos do goleiro tricampeão europeu pelo Real Madrid.

Apesar das desconfianças da imprensa espanhola, Navas merece ser citado entre os destaques da posição na atualidade. Antes da trinca continental como titular, já havia chegado ao clube merengue como melhor goleiro do campeonato nacional (pelo Levante, na temporada 2013/14). No ano passado, disputou o prêmio Fifa The Best com o italiano Gianluigi Buffon e o alemão Manuel Neuer. E ainda foi eleito para a seleção da última Champions League, dividindo o posto com o brasileiro Alisson.

Ao garantir a Costa Rica ilesa diante de italianos, ingleses e holandeses na Copa de 2014, Navas virou celebridade na América Central. Teve, inclusive, a biografia transformada em filme: o longametragem “Homem de fé”, lançado internacionalmente em maio deste ano.

A crença no goleiro, porém, pode ser insuficiente na Rússia. Principal nome de linha da equipe, o meia Bryan Ruiz vem de temporada irregular e comprometida por lesões no Sporting.

A Suíça, por sua vez, se destaca pelo coletivo equilibrado. E é nisso que acredita, devido justamente à carência de estrelas.

A seleção europeia ainda depende muito do inconstante atacante Shaqiri (Stoke City) e espera contar com boas atuações dos três remanescentes do time campeão mundial Sub-17 em 2009. Na ocasião, o lateral Ricardo Rodriguez (Milan), o meia Xhaka (Arsenal) e o centroavante Seferovic (Benfica) conquistaram o título depois de eliminar o Brasil de Neymar, Coutinho, Casemiro e Alisson.

Mesmo sem tradição em grandes competições, a equipe ocupa um louvável sexto lugar no ranking Fifa, sofreu apenas uma derrota nas Eliminatórias e é a favorita a avançar ao lado do Brasil no Grupo E.

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