Guia da Copa Harry Kane Inglaterra

Em português, a palavra inglesa hurricane significa “furacão”. E é mais ou menos isso mesmo que os britânicos esperam do atacante Harry Kane (Tottenham) na Copa do Mundo de 2018.

Muito além da coincidência fonética, o centroavante recebeu o apelido ao se tornar o artilheiro mais jovem da história da Premier League, aos 21 anos, com 25 gols marcados na temporada 2015/16.

E não parou mais. No ano passado, foi o maior goleador do planeta (56 tentos por clube e seleção), quebrando a alternância entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo iniciada em 2010.

Atualmente com 24 anos, Kane é o capitão de mais uma safra que sonha em recolocar a Inglaterra no primeiro patamar internacional.

Os criadores do futebol possuem a liga mais forte do mundo há pelo menos duas décadas, mas continuam colecionando fracassos sob a bandeira branca e vermelha desde 1966, quando usaram o fator casa para erguer a taça Jules Rimet.

De lá para cá, os Três Leões estão mais para “três tigres tristes”. Chegaram apenas mais uma vez às semifinais do Mundial (quarta colocação em 1990) e, mais recentemente, voltaram a decepcionar na primeira fase da Copa de 2014 e nas oitavas de final da Euro de 2016, diante da zebra Islândia.

Com um elenco completamente reformulado (somente quatro remanescentes do grupo que esteve no Brasil) e a terceira menor faixa etária desta edição (média de 26,1 anos), os bretões tentarão ao menos superar o fantasma desses vexames. 

E têm condições para isso, devido especialmente ao quarteto ofensivo formado ainda por Delle Alli (Tottenham), Jesse Lingard (Manchester United) e Raheem Sterling (Manchester City).

A seu favor na disputa pela liderança do Grupo H, a Inglaterra conta com o ótimo retrospecto de apenas uma derrota em 21 duelos contra a Bélgica.

Já para a Tunísia, o que vier é lucro. Ausente nas duas edições anteriores e com somente uma vitória na história das Copas (3 a 1 sobre o México, em 1978), as Águias de Cartago ainda perderam seu principal jogador, por lesão, na reta final de preparação.

Para se ter uma dimensão, o técnico Nabil Maâloul havia afirmado em maio, antes da "tragédia", que a importância do armador Youssef Msakni (Al Duhail-QAT) para a Tunísia era equivalente à de Mohamed Salah para o Egito ou à de Lionel Messi para a Argentina.

Com isso, a responsabilidade será dobrada para o atacante Wahbi Khazri, autor de nove gols na campanha do quinto lugar do Rennes no último Campeonato Francês.

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