As dancinhas sincronizadas nas comemorações de gol são apenas um dos elementos que unem Senegal e Colômbia na Copa.

Sensações dos Mundiais de 2002 e 2014, respectivamente, africanos e sul-americanos sonham repetir as campanhas históricas e, para isso, contam com verdadeiros “talismãs” tanto no gramado quanto na área técnica.

Para quem aprecia o futebol alegre das duas escolas, porém, há de se lamentar a provável eliminação de pelo menos um dentre os principais camisas 10 desta edição já na primeira fase.

Com o ligeiro favoritismo da Polônia no grupo, Sadio Mané (Liverpool) precisará de muito molejo para superar James Rodríguez (Bayern de Munique) no possível confronto direto para decidir qual deles vai “dançar” antes na Rússia.

Apelidado de “Ronaldinho” na infância e comprado há dois anos por £ 34 milhões (então jogador africano mais caro da história), Mané formou o trio que assombrou a Europa nesta temporada e foi vice-artilheiro da Champions League (dez gols), ao lado dos colegas Roberto Firmino e Mohamed Salah.

A ótima fase do meia-atacante, contudo, pode representar pouco para uma seleção tão inexperiente em Copas. Com Kalidou Koulibaly (Napoli) e Keita Baldé (Monaco) como pilares secundários, a difícil empreitada recairá em grande parte sobre os ombros de Aliou Cissé, técnico mais jovem deste Mundial.

Capitão da inesquecível saga dos Leões de Teranga na Coreia do Sul e no Japão (com direito a vitória sobre a então campeã França), o ex-zagueiro de 42 anos conduziu uma campanha invicta nas Eliminatórias Africanas para garantir esta que será apenas a segunda aparição do país na história da competição.

A Colômbia, por sua vez, praticamente repetirá a formação que deu trabalho ao Brasil em 2014, com o vencedor do Prêmio Púskás municiando Juan Cuadrado (Juventus) e Falcao García (Monaco) no setor ofensivo.

Emprestado pelo Real Madrid, o artilheiro isolado da última Copa (seis gols) reencontrou o melhor nível na Alemanha e foi eleito para a seleção da Liga dos Campeões nesta temporada.

À beira do campo, o comando continua nas mãos do argentino José Pékerman, responsável pelo inédito avanço dos Cafeteros às quartas de final em solo brasileiro.

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