A Juventus estava prestes a operar um verdadeiro milagre ao vencer o Real Madrid por 3 a 0, na Espanha, devolvendo a derrota no duelo de ida pelas quartas de final da Champions League. No penúltimo minuto, porém, Cristiano Ronaldo converteu pênalti cometido por Benatia e mandou a Velha Senhora de volta para casa.

Protagonistas de Portugal e Marrocos, respectivamente, os dois irão se reencontrar na Copa do Mundo da Rússia, ambos com a responsabilidade de conduzir as equipes em verdadeiras “missões impossíveis”.

O cinco vezes melhor do mundo e maior astro do Grupo B acaba de conquistar a Liga dos Campeões, quebrando mais recordes e levantando novas dúvidas sobre quais são os seus limites.

Foi o sexto troféu continental de uma das mais vitoriosas carreiras do futebol mundial (cinco Champions e a Euro-2016). O que ainda falta? Justamente a improvável Copa do Mundo pelo time lusitano.

Portugal espera algo de seus jovens coadjuvantes Bernardo e André Silva (que no ano passado custaram juntos € 88 milhões a Manchester City e Milan, respectivamente), porém depende mesmo é de CR7.

Mas quem conseguiu dobrar o número de gols do lendário Eusébio pela seleção (81 a 41) e superá-lo ao conquistar o único título oficial do país pode se dar o direito de sonhar com algo além da maior proeza do “Pantera Negra”, artilheiro da edição 1966 naquela que foi a melhor campanha da equipe na história dos Mundiais (terceiro lugar).

Com a Espanha sendo a favorita do grupo, o jogo-chave deverá ser contra Marrocos, em mais um duelo carregado de rivalidade histórica, já que a antiga colônia hispânica mais dominou do que foi dominada ao longo de séculos de guerras contra os lusitanos.

A resistência africana se baseia numa defesa que sofreu apenas um gol em oito jogos durante as Eliminatórias, capitaneada pelo zagueiro que já movimentou sozinho mais de € 45 milhões no mercado europeu. Nabil Dirar (Fenerbahce), Romain Saïss (Wolverhampton) e Achraf Hakimi (Real Madrid) completam a primeira linha.

O time é comandado pelo francês Hervé Renard, bicampeão da Copa Africana de Nações, por Zâmbia e Costa do Marfim – um feito ímpar. E o treinador não é o único “forasteiro”. Dos 23 convocados, 17 nasceram em outros países (incluindo Benatia) e apenas seis no Magrebe.

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