Atlético e Bahia iniciam, nesta quarta-feira (28), às 21h30, no Mineirão, a disputa por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Será o reencontro das duas equipes na competição após mais de 19 anos, e se o cenário do último confronto se repetir, a promessa é de muita emoção nos dois duelos.

Em 2002, Galo e Tricolor de Aço se enfrentaram nas quartas do principal torneio de mata-mata do país e fizeram grandes jogos. O enfrentamento foi uma espécie de revanche para o time mineiro, já que, três anos antes, o Esquadrão de Aço eliminou o Alvinegro na segunda fase do campeonato, com uma vitória por 1 a 0, em pleno Mineirão.

Na ida, o Alvinegro venceu por 2 a 1, no Gigante da Pampulha, em 10 de abril. O meia-atacante Rodrigo Beckham abriu o placar para os donos da casa, aos nove minutos do segundo tempo. Aos 26, o folclórico atacante Robson, o Robgol, empatou para os visitantes. No fim, o atacante Kim, já aos 42 minutos, decretou a vitória do Atlético.

Uma semana depois

Uma semana depois, um embate de tirar o fôlego na Fonte Nova. Precisando reverter a desvantagem, o Tricolor saiu na frente do placar logo aos quatro minutos, com o zagueiro Marcelo Souza, de cabeça.

Quatro minutos depois, Marques cruzou para Guilherme completar cruzamento na segunda trave e deixar tudo igual no marcador.

Nem deu tempo de comemorar. No minuto seguinte, o centroavante Sérgio Alves aproveitou jogada pela direita para testar firme e deixar os donos da casa na frente do placar novamente.

Para encerrar o movimentado primeiro tempo, aos 41 minutos, Marques recebeu passe de Guilherme, invadiu a área, driblou o goleiro e mandou para o fundo das redes.

Segundo tempo frenético

Logo aos nove minutos da segunda etapa, o lateral-direito Baiano fez jogada individual e serviu o ala-esquerdo Rubens Júnior, que bateu de primeira, de fora da área, no ângulo esquerdo do goleiro Emerson.

O gol foi uma ducha de água fria no Bahia, que precisava de mais três gols para conseguir a classificação. Desapontados, alguns torcedores chegaram a deixar o estádio àquela altura.

Entretanto, se engana quem acha que as emoções da partida acabaram por aí. Aos 17 minutos, Robgol, de pênalti deixou tudo igual novamente. Dois minutos depois, Sérgio Alves marcou o quarto dos donos da casa e incendiou o jogo.

Apesar do susto e da pressão do Bahia, o Atlético conseguiu se segurar na parte final do jogo e garantiu a vaga. O time mineiro, então comandado pelo técnico Levir Culpi, avançou por ter feito mais gols fora de casa que o rival, critério abolido do torneio desde 2018. 

Na semifinal, o Galo acabaria eliminado pelo surpreendente Brasiliense, que, por sua vez, foi derrotado pelo Corinthians na decisão do torneio.

Agora, 19 anos depois, o Alvinegro tenta superar o time da Boa Terra para manter vivo o sonho do bicampeonato.

Já o Bahia, quer despachar o Galo para continuar a caminhada em busca do inédito título da Copa do Brasil.

Veja a ficha técnica do segundo duelo em 2002: 

BAHIA 4

Emerson; Mantena, Marcelo Souza, Valdomiro e Chiquinho (Accioly); Ramos (Alan), Preto, Beneto Campos e Nonato (Kena); Sérgio Alves e Robson - Tec: Bobô.

ATLÉTICO 3

Milagres; Gutierrez, Marcelo Djian e Edgar; Baiano, Bruno, Djair (Bosco), Rodrigo (Kim) e Rubens Junior; Guilherme e Marques - Tec: Levir Culpi.

DATA: 17 de abril de 2002

MOTIVO: jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil

ESTÁDIO: Fonte Nova.

CIDADE: Salvador

PÚBLICO: 42.357 pagantes.

ÁRBITRO: Paulo César de Oliveira, de São Paulo

GOLS: Marcelo Souza (4' 1º),  Sérgio Alves (9'1º), Robson (17' 2º) e Sérgio Alves (19' 2º) (Bahia); Guilherme (8' 1), Marques (41' 1º) e Rubens Júnior (9' 2º)

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