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Oitavo jogador a quebrar a marca de 500 jogos pelo Cruzeiro, o volante Henrique deixou o clube no começo deste ano com destino ao Fluminense. A saída do jogador motivou críticas por parte de alguns torcedores pelo fato de acontecer justamente após o rebaixamento do clube à Série B do Campeonato Brasileiro.

Chamado por alguns de "traidor", o volante demonstrou chateação por isso e justificou sua saída por "motivos maiores". 

“Eu não me acho traidor, cada um sabe o motivo de querer sair. Eu não posso julgar a outra pessoa pelos motivos dela ter saído. Minha situação é totalmente diferente, eu saí, claro que pelo momento difícil, mas tem algo maior nisso tudo. As pessoas têm que entender isso, são questões mentais, de pensar além de um atleta. É um ser humano. O carinho que eu tenho pelo clube e pelo torcedor é muito grande (...) “A relação com o torcedor é muito verdadeira em questões de sentimentos, eu amo essa torcida, o clube...são mais de 10 anos vividos aqui. Não saí porque deixei de amar, foram por outras razões. ”, declarou em entrevista à ESPN Brasil.

Henrique não disse abertamente o que seriam os "problemas maiores", mas ainda quando vestia a camisa do Cruzeiro as conversas de bastidores apontaram uma chateação do volante com alguns atletas do grupo que não se entregaram como deveriam no Campeonato Brasileiro do ano passado.

O meio-campista afirmou em entrevista que sua saída aconteceu por uma mudança necessária na carreira, "respirar novos ares e tirar carga que foi pesada".

“Foram muitos anos vividos em BH e no Cruzeiro, e vividos de forma intensa, de forma vitoriosa. Não foi uma decisão fácil a ser tomada. Mas eu via necessidade naquele momento, por mais que as circunstâncias diziam para eu ficar. Tem algo maior nisso, que é a questão mental, questão da pessoa. Muitas pessoas julgam e criticam sem saber os totais motivos. Era questão mais mental, de sentir um novo ar, dar uma respirada, tirar um pouco da carga que foi muito pesada”, afirmou. 

Para justificar sua saída, Henrique pediu que as pessoas enxergassem os dois lados, o do clube e também o do atleta. 

"Por mais que saí no momento mais difícil, também tem o momento difícil do ser humano Henrique, que as pessoas deveriam enxergar. Não julgar apenas pelo atleta, e sim pelo ser humano também”, ponderou. 

Com 34 anos, Henrique foi ao Fluminense por empréstimo até o fim da temporada. O jogador esticou o seu vínculo com o Cruzeiro até 2021.