A última grande conquista do Atlético teve um hermano como maestro no meio-campo. Em 2014, Dátolo foi um dos principais personagens do time na conquista da Copa do Brasil, com direito a gols sobre Flamengo e Cruzeiro nas fases finais. E novamente o Galo aposta suas fichas – como fica evidente no alto investimento – em atletas argentinos como regentes dentro das quatro linhas, visando a novas glórias.

Se Dátolo, neste sentido, representa um passado vitorioso, Nacho Fernández, ex-River Plate e que é aguardado em Belo Horizonte neste fim de semana, é visto como o grande nome do setor para o presente, ou seja, para a temporada 2021, e Zaracho seria o futuro, uma joia ainda a ser lapidada e com potencial e talento para, quiçá, fazer história.

Com 31 anos e multicampeão pelos Millonarios, Nacho chega com a responsabilidade de dar fim a uma carência do elenco alvinegro. E, segundo afirma o jornalista Juan Pablo Méndez, do “Olé”, da Argentina, o meia tem muitos predicados para fazer sucesso pelo Atlético.

“Ignacio Fernández é habilidoso, mas sobretudo inteligente, com bom passe entre as linhas. Sabe quando segurar a bola e o momento exato de dar o passe. A evolução dele com Gallardo (técnico do River) é muito evidente. Um atleta que ‘entende o jogo’. Ele tem experiência e também calma. Dificilmente tem problemas com os árbitros”, analisa Mendez.

Zaracho

Assim como Nacho, que custou R$ 32,2 milhões ao Galo (e com os impostos, o valor deve chegar a cerca de R$ 40 milhões), Zaracho também representa um alto investimento feito pelo clube – o ex-atleta do Racing é a maior contratação da história alvinegra, com R$ 33,5 milhões. No entanto, ainda não é uma realidade, mas sim um jogador com potencial para brilhar a longo prazo.

Com apenas 22 anos – vai completar 23 no próximo dia 10 de março –, Zaracho foi anunciado como reforço preto e branco em 16 de outubro de 2020 e ainda vem se adaptando ao futebol brasileiro, além de ter convivido com uma lesão. Para Juan Pablo Méndez, é outro atleta que poderá ser um destaque com a camisa atleticana.

“A venda dele (Zaracho) para o Atlético incomodou os torcedores do Racing, por acharem que era um jogador que necessitava mais tempo. Quero que fique claro que eles (Nacho e Zaracho) não são superestrelas. Não acho que possam jogar no Barcelona ou no PSG. São jogadores de qualidade que claramente fizeram a diferença no futebol argentino”, destacou.

Zaracho, aliás, na maioria das vezes em que atuou pelo Atlético (11 jogos ao todo), foi deslocado mais para as pontas, quando na verdade sua preferência é em atuar mais pelo meio. “Quando era menino, jogava mais pela ponta. Depois fui me sentindo melhor pelo meio. Me sinto muito cômodo pelo meio e creio que vou render mais”, afirmou o jovem meia.

Em suma, fica a expectativa de Nacho e Zaracho entrarem na mesma galeria de campeões de Dátolo.

Atlético