A Prefeitura do Rio de Janeiro entregou nesta sexta-feira (12) o reformado Parque Aquático Maria Lenk, que sediará as provas de saltos ornamentais, nado sincronizado e parte da competição de polo aquático nos Jogos Olímpicos. A obra, que recebeu R$ 21,4 milhões do município, foi apresentada incompleta, sem a finalização da parte elétrica.

Mesmo sem esta parte, o Maria Lenk vai receber o evento-teste dos saltos ornamentais na próxima semana, com a participação de 272 atletas de 49 países. Eles vão disputar a Copa do Mundo, que vai colocar em disputa 92 vagas olímpicas.

"A gente entrega hoje os elementos mais importantes. Tem apenas uma parte de energia que ainda precisa ser entregue na fase final", admitiu o prefeito Eduardo Paes, que não deu prazo certo para a finalização da obra.

Com a reforma, o Maria Lenk ganhou uma nova piscina de aquecimento, ligada ao deque da piscina de competições por uma rampa, e um ginásio com tanque seco para treinos. Houve ainda reformas na plataforma de saltos, no posto médico e nos banheiros, que foram adaptados para receber pessoas com deficiências.

O parque aquático foi inaugurado em 2007 para sediar provas dos Jogos Pan-Americanos do Rio. A estrutura foi erguida com R$ 60 milhões em recursos do Ministério do Esporte. Construída seguindo as exigências da Federação Internacional de Natação (FINA), o Maria Lenk tem capacidade para receber 6,5 mil espectadores.

ZIKA - No mesmo evento de entrega das obras do Maria Lenk, o prefeito do Rio de Janeiro minimizou a preocupação que o vírus zika vem causando em atletas e entidades do esporte mundial, às vésperas da Olimpíada. E comparou a doença com a dengue e a gripe.

"Primeiro tem um fato que é o desconhecimento em reação ao vírus zika. Temos muito mais casos de dengue. E o período da Olimpíada é um período em que o mosquito não está procriando, é uma situação muito melhor, mesmo em anos de epidemia. É um período mais seco, menos quente", afirmou Eduardo Paes.

"Mas cabe tomar as precauções devidas, dar as explicações devidas, mostrar que estamos fazendo de tudo pra evitar qualquer perigo para qualquer atleta ou visitante. Só acho que há um certo exagero, morre muito mais gente de gripe ou dengue do que zika. Tem que tratar do tema, não quero minimizar, mas não é um tema olímpico, é um tema do Brasil. E assusta mais pelo desconhecimento", declarou.