Os próximos dias devem ser de definições no Cruzeiro em relação ao fornecedor de material esportivo do clube. Nessa semana, o diretor de Marketing do clube celeste, Robson Pires, irá se reunir com executivos da Umbro para traçar uma futura parceria.

Nos bastidores, a diretoria estrelada não esconde a insatisfação com a Penalty. A atual parceira tem atrasado com frequência o repasse das cotas de patrocínio. Nesse caso, a Umbro aparece como favorita para substituir a Penalty.

A proposta apresentada inicialmente pela empresa inglesa não é tão vantajosa financeiramente. Porém, o que vem atraindo o clube celeste é a possibilidade de investimento em atletas, algo semelhante ao que a DryWorld fez recentemente com o Atlético na contratação do atacante Robinho.

Outro fator que agradou a direção foi a proposta de internacionalização da marca Cruzeiro. A ideia é vender as camisas do clube celeste em Londres, cidade sede da Umbro.

Concorrência

Porém, a Topper, adquirida recentemente por um grupo de investidores, também aparece forte na briga. Isso porque a oferta apresentada pela empresa é a mais vantajosa do ponto de vista financeiro e, inclusive, supera o que a atual fornecedora desembolsa anualmente.
Além disso, foi oferecida uma pré-temporada na Flórida. Durante esse período, o Cruzeiro disputaria uma partida contra o Fort Lauderdale Strikers, do ex-atacante Ronaldo, que teve passagem pela Toca da Raposa no início dos anos 1990.

Recentemente, a Topper fechou uma parceria com o clube de Ronaldo, conhecido por grandes investimentos no mundo esportivo. O desejo da Topper é internacionalizar a marca. Um dos sonhos é a entrada no futebol chinês.

Durante os anos 1980 e 1990, o Cruzeiro teve parceria com a Topper. A ideia da empresa é voltar a estampar a marca na camisa azul. A definição dessa concorrência pode ocorrer nos próximos dias.

O certo é que dificilmente a Penalty permanecerá no clube. O vínculo do Cruzeiro com a companhia tem duração até o fim de 2017. Contudo, uma cláusula permite a rescisão em caso de atrasos de repasses. Nas temporadas 2013 e 2014, o Cruzeiro teve vários problemas de logística com a Olympikus, antiga parceira.