Intensidade. Esta é a palavra de ordem no Atlético sob o comando do técnico argentino Jorge Sampaoli. No próximo domingo, quando o alvinegro encara o Ceará, às 11h, no Mineirão, ele completará 160 dias à frente do Galo. Apesar da invencibilidade – seis vitórias e um empate –, o exigente gringo segue no pé da diretoria por mais reforços.

Sampaoli técnico Atlético

O Atlético, de Jorge Sampaoli, tem empolgado com futebol envolvente neste início de Campeonato Brasileiro, mas o treinador pede mais reforços à diretoria pensando na maratona de jogos que terá pela frente

Com sete novas peças trazidas até o momento, Sampaoli deixou claro na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians que pediu alguns nomes com mais bagagem, com o intuito de dar apoio ao jovem time que tem em mãos e, principalmente, para aguentar a sequência de jogos das 36 rodadas que restam no Brasileirão.

Histórico

Assim como fez no Sevilla, da Espanha, e no Santos, onde foi vice-campeão brasileiro no ano passado, o treinador nunca se mostrou satisfeito com o que tinha à disposição nos respectivos elencos. E, no fim das contas, parece ter tido razão.

No alvirrubro espanhol, onde trabalhou em 2017, Sampaoli viu a equipe iniciar o trabalho a todo vapor, mas perder força na reta final. O mesmo aconteceu no Peixe da Vila Belmiro, na temporada passada. Tentando evitar mais uma frustração, ele indicou cerca de cinco novos atletas a Mattos, Câmara e companhia.

“Sampaoli chegou aqui (na Espanha) como uma aposta pessoal de Monchi, diretor executivo do Sevilla, e mudou radicalmente a forma de jogar da equipe. Antes dele, o time jogava na defesa e saindo forte no contra-ataque. Com o argentino, Monchi quis dar um diferencial importante ao clube. Trouxe jogadores com um outro perfil, de muito toque e domínio da posse de bola durante as partidas. Já na primeira, ganhou de 6 a 4 do Espanyol, que é um resultado atípico. Defendia bastante mal, mas atacava muito e nos divertia muito. Existia aqui dois lados: um que era muito a favor dele e outro que era totalmente contra. Ele é uma pessoa muito peculiar”, destacou o jornalista Juan Antonio Pineda, da Radio Marca, ao Hoje em Dia.

“Durante quatro ou cinco meses, fez um trabalho brilhante, brigando com Real Madrid e Barcelona, inclusive, com a possibilidade de classificação à Liga dos Campeões, o que é algo muito raro aqui em Sevilla. Contudo, mesmo com a quarta colocação e a vaga na Champions, acabou perdendo um pouco o vestiário e a parte física também pesou bastante na reta final da temporada”, acrescentou.

Torneio único

Apesar de ter apenas a Série A do Campeonato Brasileiro em disputa no restante da temporada, Sampaoli sabe que a agenda encurtou, devido à pandemia pelo novo coronavírus. Por isso, seguirá inquieto até ter à disposição todos os pedidos feitos à cúpula atleticana. A competição, inclusive, não é vencida pelo Galo desde 1971.

Na próxima temporada, o aniversário de 50 anos do, então, único título, é algo que o torcedor não deseja comemorar.