A derrota por 3 a 0 para o Avaí, no último sábado (17), deixou a situação do Cruzeiro delicada não só na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro, mas também nos bastidores e com a torcida. Nesse domingo (18), o time se reapresentou na Toca da Raposa II sob forte protesto de membros de uma torcida organizada do clube, que chegaram a derrubar um dos portões do CT e invadir o local.  

Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver os representantes da torcida dentro da Toca conversando com alguns jogadores, entre eles o goleiro Fábio. Durante a ação, muitos estavam sem máscara, inclusive os atletas. Cobranças foram feitas aos jogadores e muros foram pichados com frases pedindo a saída do presidente Sergio Santos Rodrigues.

 O domingo também foi de explicações do técnico Mozart. Como ele estava suspenso na partida contra o Avaí, o assistente Denis Iwaumura foi quem comandou a equipe na área técnica e tentou justificar os motivos pelos quais o time terminou totalmente desconfigurado após as mexidas que não foram treinadas. Mozart, então, avaliou as situações de jogo de culminaram na derrota celeste.

“Com relação à escalação, ela foi com base no desempenho dos treinos da semana. Sobre as trocas, as do intervalo tiveram efeito, nós voltamos melhor. Já a última, tirano o Léo Santos e trazendo o Ariel para a zaga, eu já fiz essa troca, tive sucesso. Mas, infelizmente, nós acabamos tomando dois gols em contra-ataque e eu não tenho problema algum em assumir a responsabilidade, principalmente desses últimos dois gols, pois nós realmente ficamos desarrumados.  Mas pode ter certeza que foi tentando empatar o jogo”, explicou.

O Cruzeiro já está em Belém do Pará, onde enfrenta o Remo, nesta terça-feira, às 19, no Baenão. A equipe de Mozart ocupa a 16ª colocação, com 11 pontos, e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento caso não vença os paraenses.