O Brasil terá cinco representantes no tae kwon do dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além das quatro vagas que foram destinadas como país-sede, uma quinta foi obtida por meio do ranking mundial, por Iris Sing, que terminou no quarto lugar no ranking olímpico da categoria até 49kg e ficou com uma das seis vagas que estavam em jogo.

Bronze no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos, ambos neste ano, Iris fechou a temporada no Grand Prix Final, evento realizado no fim de semana no México reunindo os oito melhores do mundo em cada categoria. Mesmo derrotada na primeira luta, a brasileira acabou beneficiada por derrotas de rivais e até subiu no ranking, do quinto para o quarto lugar. Ela somou 259,51 pontos ao longo da corrida olímpica, contra 242,21 da primeira atleta fora da zona de classificação.

O tae kwon do é dividido em oito categorias de peso por gênero, mas nos Jogos Olímpicos a modalidade tem apenas quatro subdivisões no masculino e outras quatro no feminino. Iris, que foi bronze no Mundial na até 46kg, vai lutar no Rio entre atletas de até 49kg.

O Brasil teria boa chances de classificação na categoria masculina até 58kg, mas Guilherme Dias e Venilton Teixeira, que ganharam medalhas de bronze nos últimos dois Mundiais, se revezaram na titularidade da seleção e não somaram pontos suficientes nem para ficar entre os 10 primeiros do ranking. Diferentemente de todos os outros países, o Brasil, por ter convites como sede, não pode disputar os Pré-Olímpicos.

Agora caberá à Confederação Brasileira de Tae Kwon Do apontar as quatro categorias de peso (duas masculinas e duas femininas) nas quais usufruirá dos convites, para depois escolher os representantes do País na Olimpíada. No masculino, a entidade havia apontado a até 80kg (mais pesada) na esperança de contar com o lutador de MMA Anderson Silva, mas a ideia depois mostrou-se furada.