Certos jogos de futebol são verdadeiros testes para cardíaco. Considerando esta máxima do esporte, o Hoje em Dia acompanhou dois torcedores durante a primeira partida da final da Copa do Brasil e concluiu que a emoção do clássico pode mesmo “levar o coração à boca” de atleticanos e cruzeirenses.
 
O professor de Fisioterapia Esportiva do Uni-BH Fabiano Siqueira e o aluno Phillipe Caetano monitoraram os irmãos Cristiano, 25, e André Mousinho, 23, torcedores do Galo e da Raposa, respectivamente. Reunidos em clima descontraído na casa de uma amiga na região Oeste da capital, eles passaram no teste. “No início do jogo, os batimentos ficaram na casa dos 110 por minuto. Tudo dentro da normalidade. Com a bola rolando, os números aumentaram, mas tudo comum, fruto da emoção”, afirma Siqueira.
 
Se no Independência havia só atleticanos, na casa da amiga Ana, os gritos ecoam dos dois lados. Estudante do último período de Engenharia Mecânica, Cristiano aparenta estar mais calmo, mas rói as unhas e passa os dois tempos em pé. “Não consigo ficar sentado. Fico inquieto”, afirma o atleticano.
 
Aluno de Publicidade, André é mais agitado. Grita e canta antes mesmo da bola rolar, e seus batimentos chegam a 143 por minuto. André só acalma os ânimos quando o adversário balança as redes.
 
No momento em que saíram os gols atleticanos, porém, os papéis se invertem. O irmão mais calmo foi ao delírio, com 122 batimentos por minuto no primeiro gol e 138 no segundo. O caçula, por sua vez, registrou 106 e 103, respectivamente.
 
Ao fim do jogo, a alegria do torcedor alvinegro representou 135 batimentos por minuto, enquanto o abatimento do irmão celeste ficou nos 101. 
 
André reforça, no entanto, que não deixará de apoiar a Raposa no segundo e decisivo duelo, no próximo dia 26. “Claro que vou. Se tiver 1% de chance, eu estarei lá”, diz.
 
Preparados para mais 90 minutos, Cristiano e André não verão o segundo jogo juntos. Enquanto o atleticano se reunirá com os amigos, o cruzeirense, que é sócio-torcedor, irá ao Mineirão com a esperança de comemorar o título.
 
batimentos cardíacos