“Fiquei sabendo só agora. E até gostaria de conhecê-lo, pois admiro muito o trabalho dele. Tem um calibre grande e qualquer clube gostaria de contar com ele. Se veio assistir ao jogo, espero que tenha gostado”.

A frase de Rodrigo Santana após seu time vencer o Flamengo por 2 a 1, na noite deste sábado, no Independência, mesmo com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, que durou 50 minutos, é sobre a presença do técnico Jorge Jesus, apontado como alvo atleticano para comandar a equipe, num dos camarotes do Gigante do Horto.

E a situação acontece num dia em que o interino e seu time brilharam intensamente. Foi o maior jogo do Atlético sob o comando de Rodrigo Santana, que apesar dos 36 anos e de ter subido do time sub-20 para ocupar o cargo após a demissão de Levir Culpi, vem conseguindo mostrar serviço e dar competitividade à equipe atleticana.

É público que Santana não será o treinador do Atlético, pelo menos é o que externam os comandantes do clube. Mas essa certeza vem acompanhada de um evidente crescimento de um time que nas mãos de Levir Culpi não inspirava confiança e que agora briga muito em campo.

A mensagem passada é de que os jogadores “compraram” a ideia de Rodrigo Santana. Além disso, ele mostra ter uma boa leitura de jogo, apesar de em várias partidas, como as duas últimas por exemplo, ter suas substituições prejudicadas pelas contusões de quem está em campo.

Não é só pelo jogo deste sábado contra o Flamengo. Mas também pelo jogo contra o Flamengo, a decisão não é fácil. E a situação é a mesma do ano passado, com Thiago Larghi. Há motivos para se pensar que Rodrigo Santana ainda não está pronto para assumir o Atlético. Mas num cenário de tamanho equilíbrio no futebol, quem chegar conseguirá dar ao time tanta competição como o ex-treinador do sub-20?

Assim como em 2018, o Galo vive o dilema do interino. E ele existe, pois mais que seja uma certeza a contratação de um treinador pelo Atlético.