O rebaixamento inédito do Cruzeiro tem vários culpados envolvidos. Membros da diretoria, técnicos e boa parte dos jogadores entraram para a história da Raposa de forma negativa. Apesar da mancha que é a queda, atletas da base se salvaram em uma temporada desastrosa e podem ser soluções para 2020.

Os zagueiros Cacá e Fabrício Bruno seguraram por muito tempo o “rojão” na defesa com as seguidas lesões de Dedé e Léo. Cacá, inclusive, é considerado uma joia capaz de trazer retornos técnico e financeiro para um clube atolado em dívidas.

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O volante Éderson é avaliado da mesma maneira. Depois da saída de jogadores importantes no setor, como Lucas Silva e Lucas Romero, o jovem assumiu a titularidade e mostrou personalidade. Contra o Corinthians, em São Paulo, pela 27ª rodada do Brasileirão, o prata da casa marcou o gol da vitória por 2 a 1.

Preteridos

Outros jovens jogadores poderiam ter recebido mais oportunidades no time cruzeirense. Um exemplo é o meia Maurício, autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no Mineirão, na 17ª rodada. O técnico era Rogério Ceni, que só deu nova chance para o garoto na 21ª jornada, no empate sem gols com o Ceará, no Castelão. A partida determinou a saída do treinador.

Com Abel Braga, Maurício jogou apenas duas vezes – entrou no segundo tempo nos empates com Internacional (1 a 1) e Fluminense (0 a 0), no Mineirão, nas rodadas 23 e 24.  

Com Egídio e Dodô fazendo jogos ruins na lateral esquerda, o jovem Rafael Santos apareceu no time titular na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, em São Paulo, na 19ª rodada, quando o time era comandado por Ceni.

O lateral-direito Weverton e o atacante Vinicius Popó são outros garotos da base que receberam poucas chances, mas podem ser importantes em 2020, no ano de reconstrução do Cruzeiro.