O início ruim no Campeonato Brasileiro da Série B, em que o time foi derrotado nas duas partidas disputadas, segue repercutindo no América.

Um dia após a demissão do técnico Givanildo Oliveira, consumada depois do revés para o Botafogo-SP, na última terça-feira (30), no Independência, os jogadores se representaram no CT Lanna Drumond, ainda à espera da definição de quem será o novo comandante do time.

Escalado pela assessoria de comunicação do clube para conceder entrevista coletiva, nessa quinta-feira, o volante Juninho lamentou a saída do experiente treinador, e trouxe para os jogadores a responsabilidade pelo mau momento do time na temporada.

“A atuação dentro de campo é a principal causa disso tudo (demissão do Givanildo). Acho que quando o presidente demite o treinador o principal motivo são os resultados e nós, jogadores, somos os responsáveis, porque não conseguimos colocar o que o Givanildo pedia. Infelizmente, é mais fácil mandar um embora do que oito ou nove. É sentimento de tristeza de todos nós. Temos que ter vergonha e ficar indignados, pois era um jogo que apontava para uma festa, comemoração do Clube que trabalhamos, mas fracassamos. Somos os culpados pelas as nossas atuações”.

Com um intervalo de nove dias até a próxima partida na Série B, contra o Criciúma, no dia 11 de maio, em Santa Catarina, o Coelho quer usar esse intervalo para recuperar os jogadores que estão entregues ao departamento médico, casos de Matheusinho, Marcelo Toscano, Neto Berola e Pedrão, e também anunciar a chegada de reforços para a sequência do torneio.

Enquanto não anuncia um novo técnico, a equipe segue sob o comando de Felipe Conceição, auxiliar-técnico permanente do clube.

Em relação ao caminho que o grupo de jogadores deve tomar para reencontrar o caminho das vitórias, Juninho destacou que a cobrança dentro do próprio elenco é fundamental para reverter o mau momento que o time atravessa.

“Temos que sentar e resolver os problemas. Primeiramente, todos têm de estar comprometidos com o América. Essa queda do Givanildo é uma prova disso. Se alguém não estiver com vergonha, não está no ambiente certo. Vamos nos cobrar muito para melhorar. Pelo fato de o futebol ser um esporte coletivo, a individualidade, às vezes, pode ser suprida. Porém, quando o coletivo não sobressai, temos que rever as coisas. O campeonato é difícil, então temos que sentar e conversar bastante. Temos que colocar a vontade de brigar e de guerrear contra o adversário. O grupo irá conversar e resolver tudo”.