"Foi uma coisa meio estranha. Deu um pânico no time e reverter um resultado de 4 a 1 é muito difícil". Foi assim que o técnico Levir Culpi resumiu a goleada sofrida para o Cerro Porteño, no Paraguai, que faz o adeus do Atlético na Libertadores ficar mais próximo. 

Mesmo com a derrota numa noite de horrores em Assunção, o treinador do alvinegro, que trocou Cerro por Peñarol e Mineiro por Gaúcho, amenizou a situação e preferiu olhar o revés com um toque de otimismo.

"Nós estávamos numa situação que uma vitória em cima do Cerro daria uma continuidade. Todo mundo falando bem do time. A derrota, do jeito que foi, vira todo o jogo. Os torcedores do Cerro estavam vaiando alguns jogadores deles e saíram aplaudidos. Vejo os times com muita igualdade. Não existe favoritismo como antes; existe investimento", comentou o comandante.

"A nossa subida tem sido dentro de uma escala normal para mim. O tempo de treinamento com o time, os campeonatos, a troca de final de ano para cá, o time está começando. Às vezes as críticas são exageradas e atrapalham o desenvolvimento do time", acrescentou.

Campeonato Mineiro

Sobre a final do Campeonato Mineiro, que começa no próximo domingo (14), contra o Cruzeiro, Culpi exalta a qualidade do adversário e destaca o tempo de trabalho do rival Mano Menezes.

"Vamos enfrentar um time mais estruturado que o Atlético. Eles têm um treinador que está no comando há três anos e ainda fazem contratações gigantes. Conseguimos com este elenco a vantagem no Campeonato Mineiro. Por que não é possível vencê-los? Estes resultados podem acontecer e quem não souber lidar com isso não pode trabalhar com futebol", finalizou.