Assim como aconteceu em sua entrevista coletiva após a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na partida de ida das semifinais do Mineiro, o técnico Lisca voltou a questionar, depois do empate sem gols com o Atlético, na ida da decisão, o fato de o Galo ter jogado somente duas vezes “fora de casa” no Estadual, o que, segundo o treinador, foi crucial para o Alvinegro obter vantagem no mata-mata.

Somente em duas ocasiões, o Atlético atuou longe de BH: nos 2 a 1 sobre o Tombense, em Tombos, em 4 de março, e no revés por 2 a 1 para a Caldense, em Poços, no dia 1° de abril. 

As vitórias em cima de Patrocinense (3 a 1) e Athletic (1 a 0) se deram no Independência, mesmo com o mando de campo pertencente aos adversários (no caso da equipe de Patos, a mudança de estádio ocorreu devido à Onda Roxa). Como visitante, o Galo ainda perdeu para o Cruzeiro, no Mineirão, estádio que também é a casa do Alvinegro. Nas semifinais, o duelo de ida, com mando do Tombense, foi disputado no Horto.

“Nunca vi isso em nenhum Estadual. Já joguei Campeonato Mato-grossense, Gaúcho, Paulista... todos. Do Oiapoque ao Chuí, nunca vi um time jogar apenas duas vezes fora de casa em 11 rodadas. E agora eles (Atlético) têm a vantagem na final. E agora, Federação Mineira? E todas essas inversões de mando que vocês fizeram? Cadê a credibilidade do campeonato? Eles têm uma vantagem, mas jogaram campeonato citadino, e nós, o estadual. E agora?”, questionou Lisca, fazendo um apelo logo em seguida. 

“Espero que isso termine no futebol mineiro, porque isso não existe em lugar nenhum no Brasil. Nunca ninguém viu isso que acontece aqui em Minas Gerais”, completou.

Mesmo assim, disse que o América tem todas as condições de inverter essa vantagem, vencer o Atlético e angariar o título estadual no próximo sábado (22), às 16h30, no Gigante da Pampulha. “Temos confiança de fazer um grande jogo no Mineirão, respeitando o Atlético. Mas buscando inverter a vantagem”, comentou.

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