Os R$ 7,5 milhões investidos pelo Atlético na compra de 75% dos direitos econômicos de Guga podem render ao clube quase três vezes este valor, pois na provável venda do lateral-direito ao Spartak Moscou, da Rússia, por 4,5 milhões de euros, devem caber ao Galo cerca de R$ 21 milhões. Os outros 25% são do Avaí, de Santa Catarina.

Pegando o lucro com Guga, que foi de cerca de duas vezes o valor investido na sua contratação, apenas no percentual dos direitos econômicos que o clube tem do jogador, e projetando nos jovens valores que chegaram ao clube em 2020, se o Atlético conseguir o mesmo efeito em atletas como Allan, Alan Franco, Marrony, Savarino e Léo Sena, por exemplo, o lucro chegaria próximo de R$ 120 milhões.

Guga lateral Atlético

Os 75% dos direitos econômicos de Guga que pertencem ao Atlético, custaram R$ 7,5 milhões. Agora, o clube pode ficar com R$ 21 milhões da sua venda ao Spartak Moscou, da Rússia

Nesta conta não entra Guilherme Arana, talvez o maior reforço alvinegro em 2020, porque ele chegou à Cidade do Galo emprestado pelo Sevilla, da Espanha, por 3 milhões de euros (cerca de R$ 19 milhões). O vínculo é de duas temporadas.

Se neste período ele participar de 60% dos jogos, o Atlético terá de pagar mais 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões) e ficar em definitivo com o lateral-esquerdo, que tem 23 anos, portanto ainda com potencial de venda ao exterior.

 Se for acrescentada uma possível venda de Arana, com o lucro alcançado com Guga, o valor chegaria perto dos R$ 150 milhões.

Desafio

Valorizar estes jovens é também um desafio do técnico Jorge Sampaoli. Agentes de jogadores garantem que o argentino é visto como diferenciado pelo elenco. E quando fez a contratação do treinador, essa era também uma expectativa do Atlético.

Em abril, logo após sua chegada ao Atlético, o diretor de futebol Alexandre Mattos destacou, em entrevista à Rádio Itatiaia, que o maior reforço que o clube poderia contratar era Jorge Sampaoli. E destacou justamente a capacidade do argentino em valorizar jogadores.

“A maior contratação que o Atlético poderia fazer é nosso treinador. No Santos, havia muitos jogadores que estavam lá, ele conseguiu colocar um coletivo muito forte dentro de campo e isso proporcionou resultados e a valorização do grupo. A maior contratação no momento é dar tempo a nosso treinador para que ele faça isso no Atlético também”, afirmou o dirigente.

Lucro

Rubens Menin, investidor do clube e quem bancou as contratações deste ano, em entrevista ao Blog do PVC, do jornalista Paulo Vinícius Coelho, garantiu que não tem intenção de lucrar cm o Atlético nestes negócios.

Em caso de venda de um contratado, ele vai tirar apenas o seu dinheiro investido. O restante ficará para o Atlético. E isso pode ser fundamental para o clube neste momento de reestruturação financeira.

O presidente Sérgio Sette Câmara já revelou que investidor coloca jogador no clube, mas não paga salário ou dívida. No processo vivido pelo Atlético em 2020, isso pode acontecer. Depende de Jorge Sampaoli e seus comandados, que podem dar ao clube um lucro fundamental para o Galo colocar sua vida financeira em dia.