A chamada Era das Novas Arenas, com o Atlético mandando os clássicos no Independência, e o Cruzeiro, no Mineirão, fez despencar a média de público do confronto pelo Campeonato Brasileiro.

No início da história do confronto pela principal competição nacional, na segunda metade da década de 1960, os cinco confrontos disputados entre os dois rivais levaram quase 440 mil pessoas ao Gigante da Pampulha, proporcionando uma média de 87.617 pagantes por partida.

A partir de 2010, período em que o clássico pelo Brasileirão foi disputado no interior, pois os dois estádios de Belo Horizonte estavam sendo reformados para as Copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014), e que depois o Horto e a Pampulha passaram a dividir os jogos, a média de público caiu quase quatro vezes.

Nos 19 jogos entre Raposa e Galo, pela Série A, a partir de 2010, foram 444.561 torcedores presentes, média de apenas 23.397.

Milênio

Neste milênio, antes do fechamento do Mineirão para a reforma, a presença de público nos jogos entre Atlético e Cruzeiro, pelo Brasileirão, já tinha apresentado uma queda, pois entre 2000 e 2009, período em que os 15 jogos foram disputados no Gigante da Pampulha, a média foi 41.864.

Quando se pega a presença de público nos anos 1970, 1980 e 1990, se chega a números muito parecidos, no que se refere às médias. Elas são inferiores à marca dos cinco clássicos da década de 1960, mas mesmo assim são muito altas, próximas, por exemplo, da capacidade atual do Mineirão, que é de cerca de 62 mil pessoas.

Considerando-se os 69 clássicos já disputados, a média geral é de 48.273, o que para os padrões de hoje é um número bom, mas que é quase a metade, por exemplo, dos torcedores que iam ao estádio na década de 1960 ver os confrontos entre Atlético e Cruzeiro.

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