Fernando Alonso, em 2005 e 2006; Kimi Räikkönen, em 2007; Lewis Hamilton, em 2008; Jenson Button em 2009 e Sebastian Vettel em 2011. O time de campeões mundiais de Fórmula 1 consagrados em Interlagos pode ganhar mais um integrante amanhã, na 45ª edição do GP do Brasil. E, ainda por cima, inédito.

Fosse do caso de uma eleição entre jornalistas e ex-pilotos e talvez sete entre 10 ouvidos apontassem, com razão, Hamilton como o mais forte entre os pilotos da Mercedes, tanto que levou a melhor nas duas últimas temporadas. 
Mas não há como negar que Nico Rosberg vive um ano iluminado. Tem sido eficiente nos momentos decisivos, venceu mais do que o companheiro (10 a 9) e, diferentemente do que aconteceu ano passado, não tem demonstrado irregularidade psicológica nos melhores momentos do britânico. E pode encarar a qualificação e as 71 voltas sabendo que quem tem que arriscar não é ele, mas o piloto com quem divide o box. Afinal, são 19 pontos de vantagem e, se o número subir para 25 ou mais no fim do GP, nem será preciso esperar por Abu Dhabi.
Como se não bastasse, Nico, filho de Keke, campeão mundial de 1982, mas registrado alemão (o pai é finlandês), fez a festa no alto do pódio em Interlagos em 2014 e 2015, demonstrando um algo mais a que o parceiro, fã declarado de Ayrton Senna, não consegue responder. Hamilton comemorou em 2008 recebendo a bandeirada em quinto, o que o fez superar o então vencedor Felipe Massa por um ponto.
Nos treinos livres de ontem, que nem sempre refletem a realidade do fim de semana, o inglês foi mais rápido que o alemão (Max Verstappen, com a Red Bull, separou a dupla, o que seria algo a comemorar para Hamilton caso se repita na qualificação de hoje, às 14h, mas parece improvável). Bem mais palpável é a possibilidade de chuva, embora moderada, único fator capaz de interferir na supremacia das Mercedes.

MERCADO 
Se o dia na pista em Interlagos foi relativamente tranquilo, fora dela a movimentação de bastidores foi intensa, com a confirmação do futuro de dois pilotos e a situação cada vez mais complicada para Felipe Nasr.
A Force India oficializou, como já se esperava, o francês Esteban Ocon, protegido da Mercedes, para formar dupla com Sérgio Perez em 2017. Já a Haas dispensou o mexicano Esteban Gutiérrez e fechou com Kevin Magnussen, atualmente na Renault.
Gutierrez se torna candidato às vagas na Sauber e na Manor, as únicas restantes, com forte apoio econômico. Nasr depende da renovação do patrocínio com o Banco do Brasil, o que se tornou incerto com a mudança na diretoria da instituição.