Um “castigo” de 6 milhões de euros. Essa é a imagem do atacante André no Atlético. A maior contratação da história do Galo encerrou a história no clube nesta quinta-feira (17) e deixará como marca um prejuízo difícil de ser reparado.

Após atos considerados desrespeitosos pela diretoria alvinegra, o jogador de 25 anos foi afastado dos treinos e ficará seis meses “na geladeira” até poder se desvincular oficialmente.

Com contrato por vencer no dia 30 de junho, o centroavante já antecipou um pré-contrato com o Corinthians. Entretanto, devido à polêmica postagem no Instagram na qual apagou o escudo do Galo de um uniforme de treino, ele derramou a última gota e transbordou a tolerância do presidente Daniel Nepomuceno. O que seria um retorno em alta após a boa passagem pelo Sport se transformou no fim da linha para o atleta no Galo.

A trajetória de André requereu um investimento total de 8 milhões de euros (R$ 20 milhões) em duas transações distintas (veja na arte ao lado). Na conta final, o Galo conseguiu abater 25% deste gasto, ao vender 25% dos direitos econômicos do atleta ao Santos, por 2 milhões de euros.

O objetivo era recuperar mais 1 milhão de euros, valor pedido pelo Atlético para liberar antecipadamente o atleta. Mas o Timão recusou a proposta e aguarda o “Bebezão” em julho.

“Está parada (a negociação entre o Corinthians e o Atlético. O André já tem um pré-contrato assinado com o Corinthians. Mas vamos esperar. A tendência é o Corinthians esperar até julho. O Atlético vai ficar pagando um salário para um atleta que não irá utilizar. Acho bobagem. Isso é uma bobagem”, afirmou o empresário Fernando Garcia ao Hoje em Dia.

Garcia é ex-conselheiro do Timão e intermediou a ida de André para o Parque São Jorge, através da empresa Elenko Sports. Ele também é irmão de Paulo Garcia, dono da empresa Kalunga (antiga patrocinadora) e ex-candidato à presidência do clube paulista.

Dínamo “no lucro”

O Atlético irá fracassar em uma missão a qual ele próprio ajudou o Dínamo de Kiev a cumprir. Ao comprar 80% de direitos econômicos do centroavante em 2012 junto aos ucranianos, o ex-presidente Alexandre Kalil desembolsou 8 milhões de euros – a equipe do Leste Europeu havia investido apenas 100 mil euros a mais para tirá-lo do Santos em 2010.

Além disso, o Dínamo conseguiu lucrar mais 500 mil euros no empréstimo de André ao Bourdeaux-FRA. O “Bebezão” deixou o futebol europeu sem anotar nenhum gol. No Galo, cada um dos 27 tentos “custou” 222 mil euros.