Vistas com preconceito no passado, as tatuagens, hoje, ganharam ares de arte sobre a pele. E a moda tem cada vez mais seguidores, principalmente no esporte. Exemplo disso, é o time do Sada/Cruzeiro, que chegou na segunda a Doha, no Qatar, para disputar, a partir de sábado, o Campeonato Mundial de Clubes.

Muito unidos dentro e fora de quadra, os jogadores têm alguns hobbies incomuns, como andar de moto e a paixão pela música. Outra mania é a de pintar o corpo. Algumas tatuagens são pequenas, outras escondidas. Mas é só olhar com um pouco mais de cuidado para reparar que lá estão elas.

Seja no braço, na cintura e até mesmo na coxa, como é o caso do meio de rede Acácio. Ele tatuou um samurai nessa parte da perna. Além disso, gravou o nome do pai e uma imagem de São Jorge. “Sou uma pessoa muito ligada à família. Por isso, todas as minhas tatuagens remetem a esse sentimento. O nome do meu pai é uma homenagem óbvia. Já o samurai é a proteção que carrego como representação da batalha diária que temos. Só o São Jorge que eu não pensei muito a respeito. Resolvi na hora”, explica.

Outro que também tem a pele marcada é o levantador William. Na perna direita, próximo à canela, ele tatuou um leão, símbolo do seu signo, juntamente com uma bola de vôlei. Atrás dela ainda tem uma árvore da vida, feita para homenagear a mãe, juntamente com uma estrela, para o pai.

E não para por aí. Nas costas, o jogador carrega o apelido que recebeu carinhosamente quando atuou na Argentina e ficou conhecido como El Mago. “É uma tatuagem que eu fiz em reconhecimento ao carinho do torcedor. Ainda fiz uma estrela no pulso, que simboliza o título invicto no Campeonato Argentino de 2007. São lembranças boas do tempo que passei por lá”, recorda o atleta.

O ponteiro Maurício é outro “viciado” em tatuagens. Ao todo, possui quatro: o nome da tia (Vera) no pulso, um pássaro grego na canela, a Mão de Deus judaica nas costas e ainda uma frase bíblica. Se tivesse que escolher a mais representativa, seria a do pulso. “Sempre que olho, me lembro da minha tia que faleceu há dois anos e meio, vítima de câncer. Além disso, foi feita quando eu estava no Japão, com a seleção juvenil em uma pré temporada. Sempre me lembrarei dessas duas emoções”, comenta, emocionado.

Por fim, o também ponteiro Túlio carrega no braço uma tatuagem com dois significados. “Minha tatuagem é uma representação da ligação muito forte que tenho com minha terra natal e com meu irmão. Amo ser carioca e, ao mesmo tempo, é uma forma de homenagear meu irmão, que considero um grande parceiro”, destaca Túlio, ao mostrar o desenho do Morro dos Dois Irmãos, no Rio de Janeiro.