Assim como no primeiro dia de disputas no Campeonato Sul-Americano de Vôlei, uma nova rodada tripla vai agitar a Arena JK, em Belo Horizonte, e pode definir a ordem de classificados do Grupo A, chave em que se encontra o Vivo/Minas. O time mineiro fecha o segundo dia da competição continental contra a forte equipe argentina do UPCN, às 20h30. Uma vitória garante a classificação para a equipe da capital. Na primeira rodada, os donos da casa derrotaram o Club Perless, do Peru, por 3 sets a 0.

“Com certeza, esse jogo será muito complicado. O UPCN é uma das equipes mais fortes do meu país e não está muito longe do nível do voleibol brasileiro. Lá, eles são um exemplo de clube, com investimento e logística bem pensados. Mas sabemos que somos os favoritos, e espero conseguir a vitória”, avalia o técnico do Minas, o argentino Horacio Dileo.

Mais cedo, abrindo a série de jogos desta quinta-feira (9), às 15h30, os uruguaios do Carmelo Rowing Club, derrotados no dia anterior, encaram os argentinos do Club Buenos Aires Unidos. Na sequência, às 18h, é a vez de outro time brasileiro, o RJX, que estreou com vitória na competição, duelar contra os venezuelanos do Vikingos de Miranda.

Reencontro

E é exatamente nessa partida entre brasileiros e venezuelanos que um reencontro promete mexer com a memória de seis jogadores que estarão em quadra. Do lado do RJX, o ponteiro Dante, que fazia parte da seleção brasileira que foi eliminada pela Venezuela nas quartas de final do Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, encara cinco jogadores que fizeram parte daquela equipe: o levantador Angel Petit, o central Manuel Blanco, e os ponteiros Thomás Ereu, Daniel Mata e Andy Rojas.

Para Dante, é impossível esquecer a “derrota mais dura que a seleção sofreu”. “Muito pelo contrário, aquilo foi uma lição que carrego comigo até hoje. Não podemos menosprezar adversário algum. Sei como dormi aquela noite e nunca mais quero repetir aquela sensação. Por isso, converso com todos, mas estamos bem concentrados e não vamos vacilar”, garante.

Com pouca informação sobre a equipe do Vikingos, o técnico Marcelo Fronckowiak assistiu, das arquibancadas, à estreia dos venezuelanos, para conhecer um pouco mais o rival. “Preciso saber como eles jogam para poder orientar os meus jogadores”, explica.