“Foram poucas”. Sim, Abel Braga, foram poucas as vitórias do Cruzeiro neste Brasileiro. É um dos fatores que vêm sendo decisivos para o martírio vivido pela equipe, 17ª colocada da competição. Ironias do destino, a Raposa vai para “o jogo da vida” de domingo (8), contra o Palmeiras, sem o atleta que detém os melhores números individuais pelo time e que decidiu mais da metade dos poucos triunfos dos celestes no torneio: o “persona non grata” Thiago Neves. Afastado pela diretoria e “execrado” por grande parte da torcida, sobretudo por conta do pênalti perdido contra o CSA, a polêmica envolvendo Rogério Ceni e a presença numa festa de pagode em meio ao período de recuperação de uma lesão, TN10 foi crucial para a construção de quatro dos sete triunfos dos azuis na competição.

Cruzeiro

Contra o Ceará, no Mineirão, ele anotou o gol da vitória magra por 1 a 0. Nos 2 a 0 em cima do Santos, também no Gigante, marcou um e deu assistência para o tento de Fred. No mesmo estádio, balançou as redes do São Paulo no triunfo por 1 a 0. Houve ainda o passe para Cacá no primeiro dos dois gols (2 a 0) ante o Botafogo, no Engenhão.

Nas outras vitórias, porém, não teve participação efetiva. Sumiu contra Goiás (2 a 1), Vasco (1 a 0) e Corinthians (2 a 1). Diante do Gigante da Colina, curiosamente, deixou o gramado para a entrada de Mauricio, autor do gol do desafogo.

Nos números gerais, TN10 ainda é o artilheiro (seis gols) e o principal garçom (cinco assistências) do Cruzeiro no campeonato. Em outras palavras, foi quem mais acrescentou ofensivamente falando. Mas os pontos negativos falaram mais alto, mancharam sua história pelo clube e culminaram em seu afastamento.