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Todo clássico tem muito mais que os três pontos em disputa. O que Cruzeiro e Atlético fazem neste domingo, às 16h, no Mineirão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, é um exemplo claro disso. 

Por mais que os focos sejam diferentes, já que os cruzeirenses estão muito mais ligados nas Copas do Brasil e Libertadores, e os atleticanos na Série A, única competição que restou ao clube na temporada, a rivalidade faz com que o encontro seja mais uma vez especial.

Neste confronto de domingo, o foco estará em duas escritas que o técnico Mano Menezes, do Cruzeiro, tentará quebrar, e numa marca buscada pelo treinador do Atlético, Thiago Larghi.

A história recente do clássico pelo Campeonato Brasileiro teve quatro partidas em que um dos lados entrou em campo com time reserva por causa da proximidade de jogos importantes pela Copa Libertadores, principal competição de clubes da América.

E nas quatro oportunidades os reservas saíram de campo derrotados, a última delas no turno deste ano, quando o Atlético fez 1 a 0 no Cruzeiro, no Independência, apenas três dias antes de a equipe de Mano Menezes decidir com o Racing, da Argentina, a primeira posição do Grupo 5 da Libertadores.

MARATONA

No domingo, não será diferente. Como inicia na próxima quarta-feira, contra o Boca Juniors, da Argentina, em La Bombonera, a batalha por uma vaga nas semifinais da competição internacional, o Cruzeiro terá uma equipe alternativa em campo.

Além do confronto com os xeneizes, o time vem de um grande desgaste na última quarta-feira, quando venceu o Palmeiras por 1 a 0, no Allianz Parque, no jogo de ida pelas semifinais da Copa do Brasil.

Vivendo essa maratona decisiva nas duas copas nas quais disputa as fases finais, Mano Menezes já avisou após o jogo contra o Palmeiras que não tem como mandar a campo no domingo seu time titular.

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TABUS

Se conseguir superar o Atlético, além de acabar com a “maldição dos times reservas”, Mano Menezes estará superando também uma escrita pessoal, pois nunca venceu um clássico mineiro válido pelo Campeonato Brasileiro.

Nas cinco ocasiões em que já dirigiu o Cruzeiro contra o maior rival em confrontos válidos pela Série A, alcançou apenas dois empates e vem de três derrotas consecutivas. E uma marca do trabalho de Mano Menezes em 2018 tem sido a quebra de escritas. 

O Cruzeiro vivia o seu maior jejum de títulos mineiros no século e conseguiu encerrar essa seca. Além disso, o clube nunca havia vencido no novo Maracanã nem no Allianz Parque, tabus quebrados recentemente com as vitórias sobre Flamengo, pelas oitavas da Libertadores, e Palmeiras, pelas semifinais da Copa do Brasil.

DUPLO

No caso de Thiago Larghi, ele tem a chance de ser o segundo treinador atleticano a vencer os dois clássicos do Brasileiro no mesmo ano. Levir Culpi conseguiu isso em 2014.

Em 2004 e no ano passado, o Atlético venceu os dois confrontos com o Cruzeiro pela Série A, mas tinha treinadores diferentes nas duas partidas.

OBJETIVOS

Apesar de priorizar as duas copas, o Cruzeiro precisa focar também no Brasileirão, pois se não vencer pelo menos uma das duas, terá de buscar uma vaga na Libertadores do ano que vem por meio da Série A.

E se empatar com o Atlético, a Raposa, que ocupa a sétima posição, a primeira fora do grupo que garante vaga na Libertadores 2019, corre o risco de perder duas posições. Em caso de derrota, pode cair quatro.

Já o Atlético entra na 25ª rodada sonhando com o G-4, mas saberá se isso será possível na noite de amanhã, pois depende de uma derrota do Flamengo para o Vasco no clássico carioca que será disputado às 19h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

TIMES

A definição da equipe do Cruzeiro que joga no domingo só começa hoje, quando o time volta aos treinos na Toca da Raposa II. O Atlético já vem pensando no clássico desde quarta-feira, mas Thiago Larghi também fez mistério.