A final da Superliga Masculina de vôlei, amanhã, às 9h40, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, entre Sada/Cruzeiro e Vôlei Brasil Kirin/Campinas, pode entrar para a história por alguns recordes.

Desde a criação da Superliga, há 22 anos, apenas dois técnicos foram tricampeões em sequência. O primeiro foi Carlos Alberto Castanheira, o Cebola, comandante do Telemig Celular/Minas nas conquistas de 2000, 2001 e 2002.

Seu feito foi igualado por Marcos Pacheco, hoje no Sesi, mas que treinou o Cimed, de Santa Catarina, nos títulos de 2008, 2009 e 2010. O argentino Marcelo Méndez trabalha para ser o primeiro estrangeiro a integrar a lista.

Isso faz com que a Superliga 2015/2016, que pode ser o 22º título em 29 competições na sua vitoriosa passagem pelo comando do Cruzeiro, tenha um sabor especial.

Não contei quantos troféus já conquistei. Não tenho essa conta. É um prazer saber que o que estamos fazendo é algo histórico. Não ligo para essas marcas pessoais, mas sei que se o trabalho for bem feito por todos nós, todos estamos escrevendo nosso nome na história do vôlei”, diz o comandante cruzeirense.

COREANO
O tricampeonato brasileiro de vôlei de uma equipe mineira, com um treinador estrangeiro no comando, é uma história que o Estado já viveu na metade do anos 80.

Ainda nos tempos de Campeonato Brasileiro de Vôlei, o Fiat/Minas levantou a taça em 1984, 1985 e 1986 sob o comando do sul-coreano Young Wan Sohn.

O sucesso à frente da equipe, acabou lhe valendo uma passagem pela seleção brasileira, mas sem que ele alcançasse sucesso, pois seus métodos de trabalho não foram bem aceitos pelos medalhões da época.

RECORDE
A conquista da taça amanhã transformará a temporada 2015/2016 na mais vitoriosa da história do Sada/Cruzeiro, que já venceu as cinco competições que disputou (Mineiro, Mundial, Supercopa, Copa Brasil e Sul-Americano). O recorde tinha sido na temporada 2013/2014, com cinco taças, numa época em que a Supercopa não era disputada.