Em meio à maior crise financeira dos 100 anos de história e ainda convivendo com atrasos salariais, o Cruzeiro não terá nenhum prejuízo econômico com a saída do técnico Felipão, oficializada nesta segunda-feira (25).

O acordo que sacramentou a rescisão do contrato, inicialmente válido até dezembro de 2022, não prevê o pagamento de compensação ao experiente comandante, já que partiu do próprio Luiz Felipe Scolari a decisão de deixar a Raposa.

Caso Scolari tivesse sido demitido, o clube teria que pagar uma multa de R$ 10 milhões, estipulada no momento da contratação do técnico, em outubro do ano passado.

Salários atrasados

Se não terá custos com a saída de Felipão, o Cruzeiro segue tendo a incumbência de sanar os vencimentos atrasados do treinador, dos jogadores e demais funcionários da instituição. A folha dos atletas e da comissão técnica atualmente tem em aberto dois meses e meio de salário, além do 13º.

Na semana passada, a diretoria celeste pagou vale de R$ 20 mil a cada atleta e membro da comissão técnica. Em relação ao setor administrativo do Cruzeiro, o atraso é de um mês meio, mais o 13º salário. Também nos últimos dias, a cúpula estrelada quitou um mês dos honorários que estavam pendentes.

Ainda sobre Felipão, o presidente Sérgio Santos Rodrigues, sem revelar nomes e valores, confirmou que a Raposa contava com o apoio de parceiros para pagar os salários do técnico.