Seguindo a série de lives oferecidas pelo Atético neste período de paralisação do futebol e do isolamento dos brasileiros em seus lares, o diretor de futebol Alexandre Mattos foi o entrevistado desta terça-feira (24) na sessão "Galo em Casa". Acordado por Jorge Sampaoli, como ele mesmo conta, começou as atividades bem cedo.

Fã declarado do saudoso Eduardo Maluf, o ex-jogador frustrado, bom de bola, mas preguiçoso em campo (como Mattos mesmo se define), começou o bate papo destrinchando as funções do executivo moderno. Em casa com a esposa, a sogra - das quais recebe um tratamento VIP - e os dois cães de estimação, ele divide o tempo entre a família e o trabalho.

"Hoje os diretores executivos são sempre julgados pelas contratações. Não somos contratadores, somos gestores do departamento de futebol. Fazemos um planejamento de curto, médio e longo prazo. Há uma interação diária com comissão técnica e atletas. Fazemos aplicações de normas internas, interação com o departamento jurídico, com o departamento médico, RH e por aí vai", explicou o diretor de futebol.

"Poderia ficar aqui o dia todo falando de funções do executivo. O trabalho é muito julgado por resultados. É bom quando ganha e não presta quando perde", acrescentou. 

Depois de deixar o Palmeiras, após 5 anos de trabalho intenso, o belo-horizontino tirou um momento para aproveitar a família e, conforme contou, as portas do mercado foram se abrindo naturalmente, até chegar ao Atlético. Cabe lembrar que este acerto só aconteceu porque ele não conseguiu visto de trabalho na Inglaterra, onde havia se acertado com o Reading, da Segunda Divisão.

Sampaoli e o home office

De olho no mercado, mesmo com a paralisação das atividades, Mattos segue em contato constante com Jorge Sampaoli, técnico que também tem a missão de recolocar o Atlético no caminho das conquistas.

"Acordei com o Sampaoli me ligando. Ele é muito intenso dentro e fora de campo; não deixa ninguém na zona de conforto, tantos atletas quanto com toda a equipe de trabalho. Estamos vendo possibilidades de jogadores. O futebol está parado e, por isso, a gente não consegue avançar em negociações. Tem um timing certo para isso. Temos que ter esse cuidado", revela o cartola.

"Estamos criando um relacionamento muito legal. É um treinador com Copa do Mundo e um dos melhores do país. Torço para que as coisas caminhem também dentro de campo, para a alegria do nosso torcedor", conclui.