Faltando apenas as duas partidas da final entre Cruzeiro e Atlético, o Campeonato Mineiro de 2018 caminha para conhecer o “pior” artilheiro de todos os tempos da competição.

Para que isso não aconteça, o meia-atacante Rafinha, da Raposa, precisa marcar pelo menos mais dois gols. Já o armador celeste Thiago Neves ou o centroavante alvinegro Ricardo Oliveira teriam de balançar as redes em mais três oportunidades cada um. Isso para citar apenas os candidatos mais bem posicionados na disputa.

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Desta maneira, o artilheiro terminaria o Estadual com sete gols, ao menos empatando com Meireles (Atlético), Jajá (Guarani) e Mancini (Villa Nova), detentores das menores artilharias já registradas no torneio – em 1915, 2008 e 2014, respectivamente.

Caso o faro dos concorrentes não esteja tão apurado nas partidas de ida e volta da grande decisão, o prêmio individual ficará com Aylon, do América, eliminado nas semifinais com seis gols marcados.

Previsões

Considerando as médias acumuladas até o momento em 2018, é matematicamente improvável que os postulantes à artilharia consigam “roubar” o troféu nos clássicos dos dois próximos domingos, às 16h, no Independência e no Mineirão.

Dentre os três jogadores mais próximos de Aylon, Rafinha é o dono do melhor índice, com um gol marcado a cada 170 minutos jogados nesta temporada, incluindo a partida contra o Racing, pela Copa Libertadores.

Thiago Neves e Ricardo Oliveira dependeriam de duas atuações ainda mais iluminadas. O camisa 30 da Raposa tem um gol a cada 185 minutos em campo, enquanto o número 9 do Galo vem precisando de 224 voltas no ponteiro do relógio para balançar a rede – contando com os quatro jogos e dois tentos pelo Galo na Copa do Brasil.

História

A queda nos números alcançados pelos artilheiros é uma das marcas do Campeonato Mineiro desde a mudança na fórmula da competição, em 2004.

Prova disso é que o goleador máximo do torneio não alcançou a casa dos dois dígitos apenas em 11 edições, sendo a maioria delas (seis) neste formato mais enxuto do Estadual.

A melhor marca neste período pertence a Diego Tardelli, autor de 16 tentos pelo Atlético em 2009.

Nos sistemas anteriores, o recorde foi registrado em 1928 por Ninão, com 43 gols pelo então Palestra Itália – dez deles foram marcados em um só jogo, na histórica goleada por 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, de Sabará.