Os 12 jogos que fecharam a fase classificatória do Módulo I do Campeonato Mineiro custaram cerca de R$ 350 mil aos clubes no total. Na 10ª rodada, disputada no último domingo (26), o prejuízo foi de R$ 174.620,99. As seis partidas da 11ª custaram praticamente a mesma coisa (R$ 174.970,73).

Os mandantes tiveram de bancar as despesas dos confrontos porque eles foram disputadas com portões fechados, por causa da pandemia pelo novo coronavírus. Isso seguirá acontecendo nas partidas pelas semifinais do Estadual, neste domingo, e do Troféu Inconfidência, que já tem Cruzeiro x Patrocinense neste sábado (1), no Mineirão.

Atlético Patrocinense torcida de papelão

O Atlético trabalha para diminuir o prejuízo dos jogos sem torcida vendendo ingressos virtuais que dão ao torcedor o direito de ter uma foto, uniformizado, nas cadeiras do Mineirão, onde o clube manda suas partidas

Os maiores custos entre os 12 jogos das duas últimas rodadas foram registrados no Mineirão, até pelo tamanho e estrutura do estádio, o que envolve um número maior de pessoas a serviço. No último domingo, o Cruzeiro 3 x 0 URT custou à Raposa pouco mais de R$ 68 mil, sendo R$ 38 mil de aluguel da arena e outros R$ 13 mil de despesas operacionais.

O valor de aluguel cobrado do Cruzeiro é o mesmo que o Atlético pagou na última quarta-feira (29), nos 4 a 0 sobre o Patrocinense. Mas a despesa atleticana foi maior, de quase R$ 77 mil, pois sua partida foi noturna o que implica maior consumo de energia.

O clássico América 1 x 1 Atlético, no Independência, custou ao Coelho menos de R$ 25 mil, mas o clube não pagou aluguel no estádio do Horto, pois cedeu o local ao Governo do Estado para a reforma, feita a partir de 2009, e por isso joga de graça na arena.

Interior

Entre os 12 jogos disputados, o de menor custo foi Coimbra 1 x 2 Tombense, também no Independência, que custou R$ 16.012,36. Não está descrito no boletim financeiro publicado pela Federação Mineira de Futebol (FMF) nenhum valor referente a aluguel do estádio. Ele ainda está sendo negociado entre as partes.

Assim, com a correção do borderô do Coimbra, a menor despesa será a do rebaixado Villa Nova, que na última quarta-feira, na derrota de 2 a 1 para o mesmo Coimbra, no Castor Cifuentes, que decretou sua queda para o Módulo II, teve de desembolsar R$ 16.064,00.

Nas oito partidas disputadas no interior, a média de despesa é pouco superior a R$ 20 mil. O jogo que custou mais caro foi Uberlândia 2 x 1 Villa Nova, no último domingo, no Parque do Sabiá, com o Verdão desembolsando R$ 23.914,03.

QUANTO CUSTOU CADA JOGO E O TOTAL DA RODADA

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No total, as despesas dos 12 jogos chegam a R$ 349.591,72. A média é de R$ 29.132,64. Como toda a reta final do Módulo I será disputada na capital, que recebe pelo menos um jogo do Troféu Inconfidência, o Cruzeiro x Patrocinense deste sábado, a tendência é que este número suba, pois jogar em Belo Horizonte é mais caro que mandar partidas no interior.

De toda forma, como teremos mais nove partidas a serem disputadas, com a média de R$ 30 mil por jogo, serão ultrapassados os R$ 600 mil com despesas de jogos.

Se for considerado que pelo menos sete desses nove jogos serão em Belo Horizonte, o custo para se encerrar o Módulo I, apenas com despesas das partidas, pode ultrapassar os R$ 700 mil.