A morte de uma jovem de Juiz de Fora, na Zona da Mata, que estava em tratamento contra leucemia após uma transfusão com sangue contaminado por dengue lança um alerta. Nesta quarta-feira (9) a comissão de saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai debater este o assunto durante audiência pública.

Atualmente, não há testes que identifiquem a presença do Aedes aegypti no sangue coletado. A triagem dos doadores, feita por profissionais dos hemocentros, é o único mecanismo utilizado para minimizar o risco de contágio por meio de uma transfusão. Nela, o candidato responde a um questionário sobre os últimos 30 dias, informando se apresentou sintomas como febre e machas no corpo, que poderiam evidenciar a doença.

No caso da Zona da Mata, a mulher de 21 anos estava internada em um hospital. Ela aguardava na fila de espera por um transplante de medula e precisou de uma transfusão. Após o procedimento, a família foi informada de que o doador estaria com dengue. Segundo a Fundação Hemominas, até o momento não há evidências de que o óbito tenha relação direta com o sangue coletado. O caso está em análise pela Secretaria de Estado de Saúde.

Segurança

Apesar do alerta após essa, a população deve ficar tranquila, afirma o diretor técnico científico do Hemominas, Fernando Basques. De acordo com ele, os procedimentos feitos na triagem são capazes de identificar os riscos. Além disso, o doador é orientado a entrar em contato até sete dias após a doação caso apresente algum sintoma.

"O risco maior é o desabastecimento de sangue", diz ele, ao lembrar que os estoques do Fator RH Negativo estão na metade do ideal. "A Fundação se mantém em alerta constante", acrescenta.