Após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Mozart tem o futuro incerto no Cruzeiro. O revés para o Remo, nesta terça-feira (20), no Baenão, pela 13ª rodada do torneio, aliado ao triunfo do Vitória sobre a Ponte Preta, fez com que a Raposa entrasse na zona de rebaixamento.

Pressionado pela posição na classificação e pela série de sete jogos sem vitória na competição (quatro empates e três derrotas), o comandante do time celeste deixou o futuro nas mãos da diretoria.

“Se eu vou permanecer ou não, fica a cargo da diretoria. Entendo a pressão externa, da torcida, então se a diretoria achar por bem uma mudança, eu vou achar natural, justamente por essa questão dos resultados. Mas eu acredito que nós podemos reverter”, disse o treinador, em entrevista coletiva. 

Apesar de admitir a possibilidade da interrupção do trabalho à frente da equipe estrelada, Mozart afirmou que não vai solicitar o desligamento do cargo. 

“Seria muito fácil pedir o boné e ir embora. Eu, particularmente, não sou assim. O caminho mais fácil é pedir demissão, aí não seria digno da minha parte, porque qualquer um faria isso, e eu não vou fazer, pode ter certeza”.

O técnico disse ainda que tem ambiente para continuar à frente do time, destacou a relação com o elenco e lamentou o revés em Belém. 

"Tenho clima (para permanecer). Com certeza. Minha relação com os jogadores é ótima. Mais uma vez tenho que enaltecer o que eles fizeram. Claro que a derrota dói pela maneira que se desenhou o jogo, que estava equilibrado. O menino (Victor Andrade) acertou um chute de rara felicidade, que talvez tenha sido a única oportunidade que eles criaram no primeiro tempo".

Confiança

Com 11 pontos, na 17ª colocação na tabela, o Cruzeiro vai buscar a reabilitação na Série B no próximo sábado, quando vai enfrentar o Vila Nova, às 16h30, no estádio OBA, em Goiânia.

Apesar do momento ruim, o treinador da Raposa mostrou confiança na recuperação do time na competição.

“Eu acredito nos jogadores, acredito no meu trabalho, acho que podemos reverter. Estamos em uma situação difícil, mas só nós podemos reverter. Aceito as críticas, acho elas bem naturais. Estou há bastante tempo trabalhando com isso, entendo a insatisfação da imprensa e dos torcedores, mas cabe a nós reagir. Temos que reerguer porque sábado tem outro jogo”.

Importante ressaltar, que, caso opte pela demissão de Mozart, a diretoria estrelada teria que escolher um membro do departamento de futebol que esteja há pelo menos seis meses no clube, para assumir o comando do time. 

Isso em razão do novo regulamento implementado pela CBF, responsável em impor um limite de apenas uma demissão de técnico por competição. O clube celeste já esgotou a cota ao dispensar Felipe Conceição após a segunda rodada do Brasileiro. 

Outra alternativa – não sinalizada por Mozart até o momento - seria uma rescisão em comum acordo entre as partes, o que faria com que os azuis pudessem ir ao mercado em busca de um novo treinador.

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